Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 07/11/2020

O Totalitarismo é um conceito político onde o homem é servo do Estado, portanto, é exemplo de restrição e controle, tanto da vida privada quanto da vida pública. Historicamente, líderes convenceram e conquistaram adeptos por meio de seu carisma - o que criou regimes como o Nazista e Fascista – e, para a realização de seus ideais, impuseram o Totalitarismo e realizaram ações que marcaram a conhecida Segunda Guerra Mundial. Porém, conforme a passagem do tempo e a evolução das tecnologias, tornou-se mais fácil a disseminação de ideias, o que formou um totalitarismo vedado.

Embora o controle proporcionado pelo exemplo dado seja ainda uma realidade, é fato também que não há o radicalismo das medidas tomadas pelos regimes históricos. Isso se deve ao avanço das tecnologias, tão presentes no cotidiano humano, que facilitam suas interações, assim como o transporte de informações, independentemente de sua localidade – de acordo com uma pesquisa feita em 2019 pela Organização das Nações Unidas (ONU), 51% da população mundial tem acesso à internet. Dessa forma, o ambiente das mídias se apresenta como um local de coexistência de ações onde, ao mesmo tempo que usuários recebem e compartilham informações, também têm seus dados manipulados.

Logo, as recomendações nas mídias são manipuladas e mostradas de acordo com os interesses que o usuário demonstra - não será apresentado algo que não se alinhe com tais desejos, o que acaba por evidenciar um tipo de “filtro”; isolando e o alienando de notícias. Desse modo não há uma preocupação em checar fontes e assim, indivíduos estão propícios a serem influenciados por “Fake News” - de acordo com estudo feito na América Latina pela empresa de cyber segurança Karspersky, 62% dos brasileiros não conseguem reconhecer fake news.

À medida que o homem se entrelaça cada vez mais com a tecnologia, menos perceptível se torna a dominação. A exemplo, há a relação das propagandas com seus consumidores; essas apresentam seus produtos de forma convincente e utilizam de vários meios - como a Psicologia das Cores onde cores estimulam certas sensações, como o amarelo, que é dito motivador de alegria -, usufruem de grandes nomes da atualidade e ditam a necessidade e benefício social de se ter aquele produto; no geral, influenciam a audiência por vários meios sutis.

Em suma, há muito tempo existe uma dominação sobre os que compõem a sociedade, porém, está agora, de certa forma, sutil. Vê-se necessário a conscientização feita por grandes influenciadores digitais por meios que  chamem a atenção, como “podcasts”, vídeos em grandes plataformas, entre outros; de maneira que a população se torne ciente do que recebe e compartilha. Assim, haverá quebra na Filosofia Estruturalista, onde o homem é escravo da própria técnica -e daqueles por trás dela.