Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 26/08/2020
Conforme Zygmunt Bauman, em Modernidade Líquida, a contemporaneidade está inserida em um contexto de instabilidades sociais, seja no âmbito familiar, escolar, político ou tecnológico. Por conseguinte, nota-se como o século XXI é marcado pela introdução de diferentes recursos eletrônicos, a exemplo de celulares, redes sociais, computadores e afins. Desse modo, a sociedade global tem acesso a informações em curtos períodos, dado que as mídias sociais permitem publicação e visualização do conteúdo dos seus usuários em pouco tempo. Contudo, tal cenário de notícias com propagação acelerada e realizadas por diferentes cidadãos pode gerar problemas à democracia, uma vez que mensagens tendenciosas e falsas podem ser um meio de ideias ditatoriais serem divulgadas. Logo, medidas, a fim de reduzir as novas formas de totalitarismo na era tecnológica, são necessárias.
Em primeiro plano, Bauman destaca como a tecnologia está presente na modernidade, desde trabalhos escolares realizados em computadores até a utilização das redes como veículo para notícias de assuntos políticos, de entretenimento, saúde e outros do gênero. Assim, os meios virtuais possibilitam que distintos cidadãos possam utilizar as mídias para opinar, tanto ideias democráticas e justas como totalitárias, falsas e tendenciosas. Somado a isso, as redes sociais (Facebook, Twitter e Whatsapp) permitem que seus usuários postem mensagens de forma instantânea e visíveis a vários indivíduos, quadro que facilita que informações falsas sejam alcançadas em pouco tempo.
Diante deste panorama que possibilita a divulgação de conteúdos falsos tangente ao seu alto poder de propagação, as principais consequências são indivíduos influenciados por notícias tendenciosas, o que permite que ideais ditatoriais estejam presentes na população. Agregado a isso, o fato de um cidadão estar mal informado e poder divulgar suas opiniões, o transforma em uma ferramenta para aumentar a veiculação do conteúdo antidemocrático. Portanto, intervenções, com o objetivo de diminuir as novas formas de totalitarismo na era tecnológica, são essenciais.
Em síntese, as escolas devem, por meio de historiadores, mostrar aos alunos como ideais totalitários podem utilizar as mídias virtuais para sua divulgação, atitude que forma alunos preparados para utilizar as redes sociais e, consequentemente, menos propícios à influência de notícias falsas. Ademais, a Organização das Nações Unidas deve, por intermédio de programadores, criar mecanismos que mostram a origem das notícias falsas, ação que auxilia a identificação e punição de criminosos e, assim, reduz o número de indivíduos que iniciam a transmissão de informações tendenciosas. De acordo essas medidas, o combate às novas formas de totalitarismo na era tecnológica tende a ser fortalecido.