Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 07/11/2020
Embora a liberdade, a vida e a propriedade sejam direitos inalienáveis de todos os cidadãos, conforme afirma o filósofo inglês John Locke, não é o que prevalece no Brasil. Tal importância deve-se ao crescente número de meios de totalitarismo na atual era tecnológica, o qual gera o controle da população pelo estado, infringindo, consequentemente, os propósitos iluministas: igualdade, liberdade e fraternidade.
Primeiramente, é imperativo ressaltar a obra do escritor George Orwell intitulada de “A Revolução dos Bichos”, na qual o autor faz uma crítica, de forma implícita, aos sistemas socialista e comunista, por meio de uma analogia com animais. A obra condiz com a realidade ao evidenciar que países, cujos sistemas políticos correspondem com os supracitados, estão usando ferramentas tecnológicas para proibir o acesso à sites e outras visões do mundo, conduzindo a população a favor dos desejos estatais. Logo, infere-se que países como: China, Coréia do Norte e Cuba estão transgredindo as leis dos Direitos Humanos, representando uma ameaça à democracia.
Outrossim, convém destacar a recente política chinesa que tem como objetivo monitorar as ações de cada cidadão chinês e pontuá-lo de acordo com suas decisões, isso ocorre por meio de uma grande base de dados, os quais estão sendo fornecidos por oito empresas do país, como informa o site oficial da BBC. Depreende-se, portanto, que o governo chinês está aproveitando do desenvolvimento computacional para acabar com a privacidade dos indivíduos, corroborando para a criação de um sentimento de temor.
Posto isso, é preciso que providências sejam tomadas a fim de mitigar os sistemas totalitários e fortalecer a democracia. Logo, cabe à Organização das Nações Unidas (ONU) junto com países que simbolizam a democracia, tais como: Estados Unidos, Inglaterra, Noruega, Alemanha e Japão; estabelecer acordos com as nações que estão transpondo os direitos individuais ou, se necessário, realizar embargos econômicos. Dessa maneira o sistema democrático se solidificará e será mantido o ideal do filósofo inglês e dos iluministas.