Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 14/11/2020
Historicamente, a Segunda Guerra Mundial, iniciada em 1937, fora responsável pela estruturação de regimes ditatoriais, nacionalistas e coletivistas na Europa, como o Nazismo de Hitler e o Fascismo de Mussolini. Desse modo, o uso da força militar e da propaganda para a manutenção de um Estado doutrinário tornou-se a base para a reestruturação da Alemanha e o crescimento da Itália. Porém, ao término da guerra e a supressão dessas políticas houve uma democratização mundial até o ápice das redes sociais que proporcionaram novamente o crescimento de ideais segregacionistas. No entanto, tornou-se crescente o uso de novas formas de totalitarismo na era tecnológica as quais são representadas a partir da deslegitimação de temas fundamentais para o crescimento social e a espetacularização da sociedade.
A princípio, a socióloga Hannah Arendt, ao estudar os tentáculos do totalitarismo, intitulou “A Banalização do Mal” realizada pelas sociedades contemporâneas a partir das práticas radicais de violência contra imigrantes, mulheres, índios, negros e idosos. Essa atitude é baseada na ausência de pensamento o qual provoca a privação da responsabilidade, visto que o praticante do mal submete-se de tal forma a determinada ideologia que não se interroga perante os próprios atos. Por conseguinte, essas ações são fundamentadas com a deslegitimação de temas como xenofobia, feminismo e racismo nas redes sociais à proporção que grupos extremistas crescem no Facebook e Instagram.
Nesse ínterim, outro fator primordial para a manutenção dessa estrutura alienante -redes sociais- é, segundo o filósofo Guy Debord, “A sociedade do espetáculo” a qual refere-se a uma população que possui relações sociais baseadas em imagens, por exemplo com as horas de televisão e propagandas utilizadas para tornar os indivíduos espectadores, inativos e passivos. Com efeito, as cenas de acidentes, corrupção e violência tornam os indivíduos cada vez mais rudes, defensivos e discriminatórios perante as minorias, fato que estimula o totalitarismo.
Afinal, a crescente das novas formas de totalitarismo é verificada e estimulada com ao aumento da intolerância dos indivíduos a partir dos diversos meios de comunicação como televisão, propagandas e redes sociais. Porém, a manutenção desse processo é uma escolha individual que pode ser finalizada com a reflexão e a retomada da legitimidade dos temas mais importantes da atualidade, com a atitude dos indivíduos, transferindo-os de passivos para ativos. Somente assim, ocorrerá a melhoria desse processo e a finalização de ideologias totalitárias.