Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 16/07/2021
A obra “1984” de George Orwell, apresenta uma sociedade alienada marcada pelo regime totalitário, em que a maioria da população idolatra o líder, o “Big Brother’. Em analogia aos dias atuais, a docilização da população por parte das “Fakes News” expõe o totalitarismo na era tecnológica, pois o apreço social pelas informações falsas na web se sobrepõem a razão. Nesse panorama, a negligência estatal, somada à desigualdade social, intensifica as formas de cerceamento da liberdade de opinião na sociedade brasileira.
Em primeira instância, a negligência pública expressa a má gestão política, pois as autoridades estão mais preocupadas com a manutenção dos seus benefícios e interesses políticos do que com o bem-estar social. Desse modo, o Ministério da Saúde afirma a ineficácia da cloroquina como tratamento para a covid-19 depois de um longo período após a comprovação da ineficácia pela Organização Mundial da Saúde, segundo o apresentado em julho de 2021 pelo aplicativo de informação G1. Nessa ótica, o descaso político promove a falta de repressão legal sobre a divulgação de informações incorretas e o consequente apoio para estas atividades ilegais.
Sob outro ângulo, segundo o ideal “Ubuntu”, que expressa o conceito de cidadania por meio da ética e da empatia social, os órgãos estatais apresentam o viés individualista, pois cooperam para a desigualdade social no acesso à acesso educação no país. Assim, a Universidade Federal do Rio de Janeiro fechará as portas em julho, pois, carece de verbas públicas para manter o seu funcionamento, segundo o apresentado em maio de 2021 pelo aplicativo de informação G1. Por conseguinte, o sucateamento da educação pública promove a alienação social e a condução política para as ruínas da democracia no país.
Portanto, é mister a criação de medidas públicas para sanar o avanço das novas formas de totalitarismo na era tecnológica. Nessa conjuntura, o Ministério da Cidadania, em conjunto com as prefeituras, deve investir no combate às informações virtuais falsas, por meio da aplicação de multas no valor de cinco mil reais aos infratores que divulgam “Fake News” e da implementação de isenções fiscais às empresas que ajudassem financeiramente o crescimento do ensino público, para repreender os infratores e impulsionar o acesso à educação. Por fim, segundo o educador Paulo Freire, a educação é a proposta mais eficiente para gerar transformações sociais.