Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 26/08/2021
Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo durante o período de ditatura do país, estava certo ao dizer “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Nesse sentido, as novas formas do totalitarismo na tecnologia se apresenta como um dos nós a serem desatados, não somente no Brasil, mas, também, no mundo. Contudo, a má influência midiática ao não incentivar a cultura da pesquisa científica e a ignorância de companhias de tecnologia ao não considerar a desigualdade social na elaboração de projetos meritocráticos, colaboram para que o problema persista.
Em primeira análise, faz-se necessário levantar o papel negativo da mídia no que concerne ao incentivo da busca científica no dia a dia. A esse respeito, observa-se que o avanço tecnológico permitiu com que a informação chegasse com mais velocidade aos seus usuários. Porém, o nível da informação não cresceu proporcionalmente ao avanço da tecnologia, tendo em vista que a mídia, em um geral, foi se acomodando, de modo a não pesquisar com precisão as suas informações divulgadas, consequentemente, influenciando aos seus espectadores a seguir o mesmo modelo. Em conformidade, o inventor estadunidense Benjamin Franklin pregava sobre as consequências negativas em utilizar da ignorância e do comodismo como meio de não aproveitamento de uma correta instrução, como a má formação profissional. Dessa forma, é inadmissível que esse modelo que a redes midiáticas apresentam continue por mais tempo.
Ademais, é válido salientar que o descaso de companhias de tecnologia ao tema do desnível da sociedade, contribui para que a prática do totalitarismo tenha continuidade. Referente a isso, é notório que esses setores privados não observam que o desenvolvimento de projetos que possui como base a meritocracia, ou seja, o esforço e ação indivudual da pessoa, favorece a população que possui classe social mais elevada. Sob o mesmo ponto de vista, o pensador alemão Karl Marx explica o conceito de ideologia, que consiste em uma ideia falsa baseada apenas no lado mais favorecido do contexto histórico analisado. Dessa maneira, é inaceitável que essas companhias sigam com o mesmo descaso ao criar novos projetos.
Portanto, é função dos governos de cada país fiscalizarem programas de televisão e contúdos das redes sociais que disseminem pesquisas sem aprofundamento científico, por meio de seus respectivos poderes judiciários, a fim de diminuir a prática da pesquisa não aprofundada, garantindo menos desinformação na população. Cabe, também, aos sócios dos setores privados de tecnologia fazerem uma revisão em seus diretrizes éticos, através de pesquisas sociais, para que seus projetos e protótipos garantam a inclusão de todas as classes sociais, diminuindo, assim, a desigualdade.