Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 30/08/2021

A Revolução Técnico-Científica-Informacional ocorreu no final do século XX e foi caracterizada por diversos avanços no âmbito científico e tecnológico. Nesse contexto, novos meios de comunicação surgiram e, com o tempo, a “internet” tornou-se um dos principais veículos de comunicação e trabalho na sociedade. De fato, essa mudança trouxe discussões acerca dos perigos da tecnologia, entre eles, o autoritarismo presente na era digital. Este, pode ser visualizado através de manipulações dos meios de comunicação e por inteligências artificiais.

Em primeiro lugar, o autoritarismo é caracterizado por uma obediência absoluta e inquestionável à alguém. Certamente, o mundo da tecnologia encontra-se na vida de muitos indivíduos, de maneira que a própria “internet” tornou-se um meio para manipular as pessoas. Segundo Theodor Adorno e Max Horkheimer, no conceito de Indústria Cultural, a mídia serve para propagar ideologias de grupos dominantes, manipulando passivamente a sociedade. Assim, é nítido que esse processo intensificou-se com o avanço tecnológico, no qual as massas são constantemente influenciadas por conceitos selecionados e implantados minuciosamente por minorias influentes. Logo, as redes sociais e a mídia televisiva tornaram-se uma nova forma de ser autoritário nessa era.

Além disso, a própria tecnologia pode assumir papéis totalitários num futuro não muito distante. Isso quer dizer que os avanços no campo científico e tecnológico permitem a criação de inteligências artificiais que podem tornar-se arbitrárias. Por exemplo, a série britânica “Black Mirror”, exibida pela Netflix, mostra diversos episódios na temática de como a tecnologia pode dominar e influenciar negativamente o mundo. Apesar de ser uma série fictícia, as temáticas e possibilidades são muito possíveis e relevantes, de modo que é provado o quão desconfiável essa era digital pode se tornar. Desse modo, perder o controle de inteligências artificiais, ou até mesmo manter essas tecnologias nas mãos de uma minoria dominante, pode caracterizar catástrofes autoritárias.

Diante disso, medidas devem ser tomadas para evitar esse cenário caótico. Assim, o Governo Federal e o Ministério da Educação devem promover o conhecimento da população acerca dos perigos da tecnologia. Isso deve ser feito por meio de aulas a serem implantadas no Ensino Fundamental II, essas aulas devem ensinar e conscientizar os alunos desde cedo sobre os meios digitais e a se proteger de manipulações e futuros problemas. Dessa maneira, essa ação terá a finalidade de educar a população para evitar que classes dominantes monopolizem ainda mais a mente dos indivíduos, de modo que as futuras gerações saibam se proteger e evitar novas formas de autoritarismo.