Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 10/09/2021

O livro “1984”, de George Orwell, relata um futuro distópico de uma sociedade a qual a privação da liberdade é a característica mais marcante. Não distante da ficção, percebe-se, nos dias atuais, a ascenção de formas de governos autoritários, os quais se aliam as novas tecnologias a fim de obterem total controle. Dessa forma, tem-se a consolidação de um grave problema em virtude da ausência de transparência nas redes, bem como a exposição constante da vida dos indivíduos no mundo cibernético.

Em primeira mão, é importante salientar que a violação da privacidade dos usuários na internet é fundamental para a consolidação do controle autoritário. Em 2015, foi noticiado pelo jornal G1 que os Estados Unidos empregava uma técnica de espionagem contra a ex-presidente Dilma Rousseff. A partir desse fato, infere-se que a falta de transparência nas redes sociais sobre o que está sendo compartilhado com alheios torna os novos meios de comunicação em uma espécie de “arma” de dominação, empregada para interesses próprios.

Ademais, a incessante exposição na internet configura-se como um aliado na ascenção do autoritarismo tecnológico. Na segunda metade do século XX, a Terceira Revolução Industrial trouxa a tona novas formas de se comunicar com outros indivíduos. Todavia, a partir de então, tem-se a disseminação diária, principalmente nas redes sociais, da rotina de cada usuário, sem a devida preocupação acerca de quem poderá visualizar tais informações, facilitando o maior controle estatal.

É imperioso, portanto, que medidas sejam proporcionadas para mediar o imbróglio pontuado. Para isso, com a finalidade de tornar os novos aparatos tecnológicos aliados da liberdade individual, as empresas responsáveis pelas redes sociais devem, por meio de algoritimos, filtrar o que está sendo compartilhado em seus sites, impedindo a ploriferação dessas informações por todas as direções. Dessa forma, com tais medidas, é possível o vislumbre de um futuro totalmente distante da realidade distópica relatada por George Orwell em seu livro “1984”.