Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 12/09/2021
“Fahrenheit 451” é uma distopia que mostra uma sociedade alienada - sem consciência coletiva e individual dos problemas sociais - bastante totalitária e intolerante. Nessa obra, é perceptível como a tecnologia culminou maior manipulação e tornou fértil o regime abusivo na sociedade. Paralelamente, na atualidade, a rede possibilita de várias maneiras a exclusão de individualidade e alimenta a ignorância.
Primeiramente, é necessário estabelecer características do totalitarismo e o porquê ele não é benéfico para a contemporaneidade. Desse modo, esse regime tem como elemento primordial o enaltecimento do conjunto em detrimento do indivíduo. Isso quer dizer que há zelo pela unidade, de forma que o diferente é excluído e menosprezado. Esse fator é exemplificado na obra “1984”, de George Orwell, mostrando pessoas que não se encaixam no sistema e são extinguidas. Isso é maléfico na atualidade porque, de acordo com John Locke, é direito do ser humano de prezar seu cunho individual e privado.
Além disso, a tecnologia traz diferentes formas desse sistema, de maneira mais sutil e descentralizada. Nesse mesmo plano, Hannah Arendt explica que para haver efetivamente o totalitarismo, é preciso ter adesão do povo, efetuada através da ideologia. E que maneira melhor para propagar uma ideia que não seja na internet? Então, pela sua interconexão, a rede tem maior possibilidade de se expandir, inclusive de forma a proporcionar desinformação para atingir seu objetivo, que é obter controle; porém, como dito anteriormente, sua nova forma é de maneira mais sútil.
Portanto, considerando a perda de individualidade e o papel da tecnologia em transmitir esse regime maléfico, é preciso tomar certas medidas. Dessa maneira, é papel da mídia combater, por meio de informações concretas, filtrar o que aparece nas redes e incentivar a busca por verdade, com a finalidade de conscientizar as pessoas, citando também obras que tratam do assunto. Somente assim será possível evitar uma distopia como “Fahrenheit 451” e “1984” na contemporaneidade.