Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 03/11/2021
No filme “A Onda”, um professor, para credibilizar o nascimento de instituições autoritárias, cria, junto aos seus alunos, um grupo cujo nome é título da obra, sendo repleto de regras, as quais levam os discentes a praticarem barbaridades. Assim como demonstrado no longa, na sociedade atual, o fanatismo, em qualquer contexto aplicado, fere um pilar garantido pela Democracia: a pluralidade ideológica. Nesse meio, destacam-se como ferramentas para a massificação desse mal: a abundância perigosa de poder concedida para as figuras “adoradas” e a internet, representando um agente que manipula informações, ambos um retrocesso para as opiniões múltiplas.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Nazismo, movimento político que pregava a supremacia da “raça ariana”, foi responsável por um genocídio de judeus. Tal ideologia citada, comandada por Hitler, foi construída aos poucos por ele, a partir da compreensão das demandas alemãs da época e de um forte desenvolvimento publicitário. Esse relato é a prova da formação do fanatismo - quando um grupo se sente excluído e passa a ser valorizado por um líder, este ganha um poder imensurável e se torna capaz de cometer qualquer ação, a qual muitas das vezes não é julgada, perante a Lei.
Além disso, com a Globalização, a internet e as redes sociais representam uma considerável parcela das divulgações das informações no mundo moderno. Infelizmente, em uma tendência contra-intuítiva, por meio dos algorítimos, as inteligências artificiais procuram sempre distribuir informações de um mesmo cunho ideológico para cada um dos usuários, auxiliando no surgimento do fanatismo. Nesse sentido, as “fake news” também são ferramentas difundidas pelos fanáticos, para que, de forma imoral, se corrompa o pensamento de terceiros.
Assim, de acordo com os fatores apresentados, pode-se afirmar que na sociedade atual, o fanatismo é um símbolo de retrocesso para a humanidade. Então, cabem as instituições de ensino e aos agentes midiáticos propagarem a diversidade ideológica, por meio de palestras e campanhas publicitárias, para que desde jovens às pessoas tenham conhecimento dos ideais democráticos , formando uma sociedade mais consciente e pouco influenciável. Dessa forma, experiências como as proporcionadas no filme “A Onda” poderão permanecer na ficção.