Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 27/06/2022
Em sua obra, “1984”, George Orwell aborda sobre um futuro caótico, no qual todas as informações são filtradas e vigiadas por um sistema de segurança e controle do Estado. Embora tal cenário seja uma ficção, é visto que, devido a falsa liberdade que a internet promove, a sociedade atual encontra-se na situação do livro. Haja vista que, os usuários estão cada vez mais sendo vigiados e controlados por algoritmos, os quais filtram as informações pessoais desses indivíduos e continuam a promover tal totalitarismo sobre estes, justamente por causa do direcionamento de informações que este promove e por causa da alienação provocada pelas redes sociais
Antes de tudo, é preciso expor que o controle promovido pelos setores tecnológicos prevalece nos dias atuais graças aos algoritmos utilizados por estes, os quais filtram informações “boas” e prendem o indivíduo numa bolha de conteúdos. Tal fato pode ser observado no documentário o Dilema das Redes, em que o protagonista é, praticamente, controlado pelas redes sociais graças aos algoritmos que ali atuam e direcionam a ele conteúdos relevantes e que o deixam confinado nessa situação. Vê-se, portanto, que os algoritmos atuam no controle do indivíduo nas redes sociais, no que tange ao envio de dados relevantes que possam atrair a atenção deste, para que ele fique preso e seja controlado posteriormente.
Ademais, é nítido perceber que o controle exercido sobre os indivíduos pela tecnologia se dá pela alienação provocada pelas tecnologias, as quais isolam o internauta do mundo “real” e este fica a mercê do mundo digital. Este fato pode ser observado na curtametragem realizada pelo ilustrados Steve Cutts “Você está perdido no mundo que nem a mim”, em que o protagonista se vê perdido no meio de muitas pessoas, as quais estão completamente alienadas e nem prestam antenção ao mundo material, mas tão somente no mundo digital.
Dessa maneira, fica claro perceber que o totalitarismo digital é consumado por meio de algoritmos e pela própria alienação sobre o indivíduo, o qual fica a mercê das tecnologias. Como solução, é necessário que a população, por meio de protestos e campanhas, reivindique contra o abuso que os algoritmos fazem.