Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 14/08/2022

A raça humana é por definição uma enorme rede social. Foi o clérigo e poeta Inglês John Donne quem melhor demonstrou a necessidade humana de um tecido social quando claramente disse em 1624 que: “Nenhum homem é uma ilha inteira de si mesmo; cada homem é um pedaço do continente, uma parte do principal; se um entupimento ser lavado pelo mar, a Europa é menos, bem como se um promontory fosse, bem como qualquer tipo de teus amigos ou de teus próprios foram; a morte de qualquer homem diminui-me, porque estou envolvido na humanidade.

Com a humanidade necessitando de uma rede social sem fronteiras, é claro que isso seria aproveitado por governos totalitaristas para o controle total da vida pública e privada com uma roupagem nova, as redes sociais. Nos tempos passados a propaganda foi usada pelos regimes totalitários que investiram fortemente em publicidade para propagarem os ideais despóticos e manterem o domínio ideológico sobre o povo.

O advento das redes sociais que possuem propaganda exacerbada garante a esses governos a oportunidade de manutenção de seus regimes, possibilitando novas formas de totalitarismo que até saem das bolhas da ‘internet’. Recentemente a China usou de cães robóticos para alertar as pessoas que seria proibido sair de suas casas devido a surtos de covid no país, tecnológias assim podem ser usadas por essas governanças, já que outra característica que eles possuem é um constante policiamento da população, justificado pelo medo do governante de seus governados e vice-versa.

O governo deve sempre garantir que leis como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Que foi criada especificamente para o controle e proteção de dados pessoais. Possuindo extrema importância para o bom uso da tecnologia. Isto é, age para que as pessoas comandem suas redes e o que querem ver, sem influência de algoritmos, propagandas e vícios sejam defesas para medidas de caráter autoritário.