Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 12/07/2024

O filósofo e sociólogo Polonês Zygmunt Bauman, considerado um dos principais pensadores da modernidade líquida e das transformações sociais contemporâneas. Nesse sentido, ao discutir o Novas formas de totalitarismo na era tecnológica, é pertinente considerar a necessidade premente de uma “Literatura da Modernidade Líquida” no Brasil contemporâneo, onde as contradições

e os absurdos sociais se tornam flagrantes. Tal necessidade se fundamenta na

despersonalização de pessoas e na identidade moldada pelo consumo, os quais demandam uma análise crítica aprofundada.

Segundo Zygmunt Bauman, a tecnologia tornou o ser humano refém dela, substituindo atividades como a leitura em bibliotecas por um uso excessivo de redes sociais e internet. Isso enfraquece a capacidade de pensamento crítico e a autonomia individual, deputado sensações de recompensa.Tal compensação gera, além de uma felicidade momentânea, a alienação, visto que a tecnologia é manuseada com o fim de superintender a idiossincrasia das pessoas, como visto na série “Black Mirror”. Assim, é preciso que as pessoas busquem outras formas de satisfação para que o problema seja resolvido.

Segundo a instituição Ipsos Mori, o Brasil já foi considerado o país mais alienado do mundo. De fato, a falta de conhecimento da população sobre o uso de dados pessoais para fins comerciais assusta, visto que o tempo médio de uso de tecnologia por dia no Brasil ultrapassa 9 horas por dia,em seguida o número de compras online cresce disparadamente. Assim, é urgente que a informação sobre o tema seja popularizada.

Para isso, a mídia de massa deve criar um programa, que tenha ligação a influencers digitais, a fim de atualizar a mentalidade social sobre as novas formas de totalitarismo na era tecnológica. Tal ação pode, ainda, ser divulgada por grandes perfis do Instagram para atingir mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre a alienação presente no problema.