Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 12/01/2021
Na Constituição de 1988, é citado que o Estado tem a função de dedicar-se integralmente na função de buscar uma saúde qualidade para todos os seus cidadãos. Todavia, tal função não está sendo realizada de forma como prescrita na carta magna, dado que, segundo pesquisas do site G1, cerca de 49% dos homens brasileiros com mais de cinquenta anos de idade nunca realizaram uma checagem preventiva para hiperplasia prostática. Desse modo, ao analisar esse quadro, cabe debater como o não cumprimento das funções do governo, em parceria com a ausênica de informações por parte da mídia, contribuem para a permanência desse quadro.
De início, deve-se destacar que, para o filósofo, Thomas Hobbes, ‘’existe um contrato imaterial entre a população e o Estado, no qual, o primeiro abdicam de alguns comportamentos, além de parte de sua renda e em troca ganha direitos que lhes serão garantidos pelo sugundo órgão’’. No entanto, esse acordo não vêm sendo devidamente respeitado, haja vista que, de acordo com pesquisas do BBC, a hiperplasia prostática e uma doença que pode chegar ao estados graves em apenas seis meses. Dessarte, a existência do novembro azul mosta-se suficiente para atender aos requisitos para a descoberta do câncer em seus momentos iniciais, assim não atingindo seu obtivo primário e com isso descredibilizando sua eficiência como instituição provedora de garantias.
Em segundo lugar, vele ressaltar que, segundo o sociólogo Theodor Adorno, as mídias não devem somente buscarem rentabilidade, mas também criarem pessoas racionais e que entendam o mundo ao seu redor para podem viver uma vida mais saudável. Contudo, essa realidade está difícil de ser alcançada pelo estágio em que o Brasil se encontra, posto que, uma pesquisa do site Oglobo mostra que, apenas 20% dos indivíduos que usam TVs e celulares já viram alguma matéria sobre os tumores na próstata de forma a explica-lo de forma satisfatória. Dessa forma, a falta de comunicação adequada entre as fontes de informações e o público se torna um fator que elitiza o conhecimento e corrobora com a evasão de hospitais e dos centros de exames em geral.
Portanto, ao analisar esse quadro, cabe debater possíveis soluções para mudar essa mazela. Para tanto, é dever do Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério das Comunicações criarem, respectivamente, duas datas para a realização de exames do ‘’toque’’ ao ano e formar campanhas que mostrem como funcionam os tratamentos e o combate de diversas doenças. Isso pode ser feito por meio da destinação de verba pública aos postos de saúde para que sejam realizados esses eventos, além de gerar propagandas que alertem e mostrem os benefícios de deixar o corpo em dia com as observações médicas. Dessa maneira, será possível respeitar a Constituição e proteger os homens.