Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 16/11/2020

Émile Durkheim define como Fato Social “o poder de coerção da sociedade sobre as ações individuais”. Nesse sentido, é possível observar a existência de um Fato vigente no Brasil, a baixa conscientização masculina sobre sua própria saúde, o que induz os indivíduos a não se prevenirem adequadamente. Assim, campanhas como o Novembro Azul sofrem sérios desafios, como: o machismo e a escassez de informação.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a cultura machista, muito presente no Brasil, é um fator preponderante envolto ao problema exposto, já que cuidar de si e preocupar-se com a saúde são tidos como comportamentos femininos e, por isso, praticar tais ações fere a masculinidade. Como ilustração, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as mulheres vivem, em média, 7 anos a mais que os homem. Desse modo, comprova-se que o machismo é um grande desafio a superar-se para a conscientização da saúde masculina.

Ademais, nota-se que há uma intensa relação entre a escassez de informação e a dificuldade de conscientização social, porque muitos homens não se inteiram sobre a importância da prevenção de doenças e, consequentemente, se descuidam. Em paralelo, câncer de próstata é o segundo maior motivo de óbito entre os homens brasileiros segundo o Instituto Nacional de Câncer. Por conseguinte, ter informação válida sobre as patologias, as suas consequências e as formas de prevenção é crucial para a saúde do homem.

Sintetiza-se, portanto, que é necessário superar os desafios da conscientização sobre a saúde masculina. Para isso, faculdades de medicina e serviço social devem se unir e fomentar discussões sobre o tema, por meio de palestras em forma de roda de conversa, com linguagem acessível, abertas ao público e cartilhas informativas. Desse modo, a falta de consciência coletiva sobre as doenças que mais matam os homens será suprida e o Fato Social vigente será atenuado.