Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 17/11/2020
O mês de Novembro no Brasil, conhecido como Novembro Azul, tem o importante papel de conscientizar homens do país quanto ao câncer de próstata. Entretanto, cerca de 15 mil pessoas foram vítimas fatais do cancro em 2018, isto é, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), mostrando que existem dificuldades na conscientização masculina do problema mesmo com um mês dedicado à tal.
Primeiramente, é notável o papel de ideais antigos de masculinidade como inibidor da eficácia das campanhas de conscientização, já que de acordo com um levantamento Data Folha de 2018, 21% dos homens entrevistados não fariam o exame por não ser uma atividade masculina. Porém, essa perspectiva é herdada, principalmente, por uma imposição midiática, que através das décadas utilizou o exame de toque retal como forma de humor depreciativo, um exemplo é o Programa Silvio Santos, que usou em episódios o medo masculino de ser penetrado em prol das risadas.
Além de tal, um fator relevante que impede homens de buscarem tratamento para o câncer de próstata é a crença anticientífica de que o exame é irrelevante, de acordo com levantamento Data Folha é o que pensam cerca de 40% dos entrevistados no grupo de risco, esses sendo homens com mais de 60 anos de idade. Todavia, essa informação não se mostra verdadeira, pois o exame tem um essencial papel no diagnóstico precoce da doença, que aumenta em 90% as chances de cura, tornando-se essencial no combate ao tumor.
Destarte, é visível o papel da prevenção no combate ao câncer de próstata e a falta de conscientização masculina quanto ao fato, sendo papel do Governo Federal, através do Ministério da Saúde, criar campanhas de informação, por meio de folhetos, palestras e propagandas audiovisuais sobre o tema, visando desconstruir conceitos nocivos de masculinidade e incentivar a prevenção precoce aos homens de todo o Brasil.