Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 20/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas, no entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a dificuldade em tratar da saúde masculina, expõe barreiras, as quais dificultam a concretizam do planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falha governamental em assistir essa parcela da população, quanto do preconceito em relação a métodos de diagnóstico. Desse modo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Precipuamente, é fulcral pontuar que mortes decorrentes de falta de cuidados médicos básicos deriva da baixa atuação dos governantes, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, mas isso não ocorre no Brasil. Assim, devido a baixa atuação dos setores governantes, a população em idade de risco de desenvolver câncer de próstata não tem, no setor público, atendimento adequado. Diante disso, torna-se fundamental a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o preconceito como promotor do problema. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), nos anos de 2018 e 2019 morreram 15 mil pessoas por ano de câncer de próstata, um dos motivos de tantas mortes é também a relutância masculina em realizar exames preventivos. Isso retarda a resolução do empecilho, já que estigmas sociais contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar as mortes por conta da falta de cuidado com a saúde dos homens, necessita-se, urgentemente, que o Ministério da Saúde, destine recursos que, por intermédio das prefeituras, será revertido em acompanhamento da população masculina em idade risco de pelos agentes de saúde e encaminhamento para consultas e, caso necessário, tratamento especializado através de hospitais públicos ou conveniados, custeados com verbas federais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da ausência de políticas voltadas a melhoria da saúde masculina, e a coletividade ficará mais perto da Utopia de More.