Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 16/11/2020

Muitas pessoas têm se preocupado com a atual pandemia do COVID-19, porém, existem diversas outras doenças muito perigosas das quais não se pode esquecer. Uma destas doenças é o câncer, sendo o câncer de próstata o segundo tipo mais comum no Brasil, mesmo considerando os dois sexos. No entanto, apesar das grandes chances de recuperação caso tratado precocemente, muitos homens ainda resistem em fazer o exame de próstata. Dessa forma, com a intenção de promover o diagnóstico prévio do câncer, se faz necessário compreender, tanto a doença, quanto a razão desta resistência.

Em primeiro lugar, cabe entender que a próstata é um órgão que só homens possuem, e que médicos indicam que o exame de toque retal deve ser feito anualmente após os 50 anos. Sendo que, pessoas obesas e sedentárias devem começar com 45 anos, enquanto que pessoas com casos na família devem começar aos 40. Isto ocorre devido ao fato deste tipo de câncer ser muito mais comum entre os mais velhos. De acordo com o INCA(Instituto Nacional de Câncer) cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem em pessoas com mais de 65 anos de idade.

Certamente, na atual pandemia, o medo da contaminação pelo vírus foi um dos principais motivos para que os homens não realizassem os exames preventivos. Devido ao alarmismo e a desinformação, pessoas têm deixado de ir ao médico, por conta do receio de contrair o COVID-19. Ademais, o próprio exame de toque retal causa receio em muitos homens que, devido a idade elevada, possuem preconceitos com este exame.

Ambicionando promover o diagnóstico precoce do câncer de próstata, tendo em vista o que foi dito, urge que o governo federal, por meio de propagandas na TV e em outras mídias, conscientize a população masculina da importância do exame como prevenção. Também é necessário que a nossa sociedade mude, para que as futuras gerações não sofram com os mesmos preconceitos que as atuais.