Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 17/11/2020

¨Ela partiu, partiu e nunca mais voltou, ela sumiu, sumiu e nunca mais voltou¨, o trecho da canção do cantor Tim Maia expressa o sentimento por algo que foi perdido, que está perdido. De mesmo modo, os cuidados masculinos para com sua saúde íntima estão desaparecidos há muitos anos. Diante desse contexto, evidencia-se, na contemporaneidade, uma temática bastante complexa, principalmente em uma conjuntura marcada pela globalização de informações, as barreiras para a conscientização social quanto à saúde masculina.Portanto, urge que medidas sejam tomadas para mitigar essa problemática, que é motivada pelo machismo e pela falta de Hábito.

Primeiramente, é necessário compreender que o machismo implica diretamente na ausência de discussão sobre a saúde íntima masculina e a não consulta aos urologistas. Diante de uma sociedade moldada por padrões masculinos, a construção do pensamento social coletivo, da necessidade de cuidados íntimos, foi algo totalmente falho, visto que, em séculos como o XX ,a taxa de mortes por doenças sexualmente transmissíveis eram enormes. Ademais, esse pensamento, colabora para o preconceito,visto que, a partir da óptica do psicólogo Wilhem Hundt ¨ O indivíduo é um subsistema da sociedade e da família¨, logo, em uma conjuntura hodierna machista, existe a supressão da temática cuidados íntimos e como produto disto , tem-se ainda, pessoas morrendo com câncer de próstata, devido a não busca por profissionais.

Em uma segunda análise, vale salientar a importância da falta de hábito dos homens, em buscar auxílio medico, esses que são imprescindíveis para a homeostase íntima. Segundo o filósofo David Hume ¨O hábito é o grande guia da vida humana¨, sendo assim, a simples rotina de marcar uma consulta poderia salvar uma vida,entretanto, a figura masculina acredita que perderá sua masculinidade, ao por exemplo realizar o exame de próstata. Ademais, em ambientes socializadores como o familiar, o dialogo sobre a educação sexual é muita das vezes nulo, ou quando ocorre ele possui uma tendência a seguir o raciocínio machista, de que ir ao urologista é ¨Coisa de mulher¨. Dessa forma, ratifica-se a negativa da falta de rotina e seu papel impulsionador para o preconceito.

Dessarte, diante do exposto, é evidente que a conscientização social quanto à saúde masculina é necessária. Logo, cabe ao Governo Federal, em união com meios comunicativos,em horários nobres ,por meios de matérias,debates e podcats, fomentar a discussão acerca da inexorável necessidade do cuidado íntimo,que vise atingir homens de todas as idades e incentivar o diálogo familiar , para quebrar o preconceito acerca desse tema e reduzir o número de mortes por câncer de próstata.