Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 17/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, o corpo social padroniza-se pela ausência de deficiências e conflitos. Entretanto, na sociedade contemporânea o que se observa é o oposto do que o autor prega, uma vez que os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto principalmente do preconceito que está enraizado na sociedade.
Primordialmente, é fulcral pontuar o preconceito como um impasse a ser combatido. Nesse Contexto, segundo o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo que o preconceito. Logo, devido à crença de que cuidar da saúde é “coisa de mulher” e que exames como o de toque os tornarão “menos homem”, grande parte da população masculina negligencia exames de rotina, consultas médicas e outros tipos de prevenções que são cruciais para o diagnóstico precoce de doenças como o câncer de próstata, que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é responsável pelo óbito de mais de 15 mil homens por ano. Assim, torna-se de extrema importância a mudança ideológica e cultural da sociedade para que o bem estar seja promovido de forma igualitária e centenas de mortes sejam evitadas.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade contemporânea. Enfim, com intuito de combater o preconceito estrutural, urge que o Governo federal, por meio das escolas, promova medidas sócio-educativas que busquem combater a ignorância que fundamenta o preconceito, que é, por definição, uma atitude não-racional. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, os impactos nocivos do problema, e a assim a coletividade alcançará a Utopia de More.