Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 15/09/2021
No artigo da Constituição Federal, promulgada em 1988, garante saúde como um direito social para todos. Por outro lado, quando se observa a falta de conscientização social quanto à saúde masculina, percebe-se que esse utópico constitucional é certificado na teoria, mas não na prática, por conseguinte, os problemas de saúde que levam os homens ao óbito persistem, ora pelo preconceito presente na sociedade, ora pela dificuldade de atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde). Nesse sentido, convém avaliar as principais causas para a permanência do problema.
Em primeira análise, o preconceito existente entre a população masculina dificulta a adesão desses aos exames de rotina. De acordo com o sociólogo Talcott Persons, “a família é uma máquina de produzir personalidades humanas” e, essa deve estar diretamente ligada as escolhas dos futuros cidadãos. No entanto, é possível perceber que, no Brasil, hodiernamente, a baixa procura dos homens, princialmente para prevenção de doenças, rompe essa consonância, pois problemas de saúde que levam à morte, por exemplo o câncer de próstata, são diagnósticados tardiamente. Diante disso, avalia-se que o preconceito passado por gerações contribui negativamente para saúde dos homens.
Em segunda análise, a dificuldade de acesso ao atendimento de saúde, principalmente nos grandes centros urbanos, intensifica o problema. Segundo Bismark, político, “a política é a arte do possível”, portanto, é um fator importante para a redução dos problemas de saúde da população masculina. Entretanto, não existe políticas públicas eficazes para a conscientização e adesão desse público na saúde, de modo que, os homens relatam dificuldade na busca por prevenção e tratamento, principalmente por falta de tempo. Posto que, são provedores do lar e trabalham durante todo o dia.
É evidente que é necessário políticas públicas com o objetivo de mudar esse cenário. Portanto, cabe a Secretaria de Trabalho e ao Ministério da Saúde fazer uma campanha nacional no comércio, nas empresas, shoppings, mercados e etc, para esclarecer e informa aos homens sobre as principais doenças que levam à morte e a perda da qualidade de vida. Por meio da distribuíção de panfletos e cartilhas, divulgando essas atividades nas principais mídias sociais, rádio e televisão, com o intuito dessas informações chegarem para todos da sociedade, além disso, devem implantar ônibus com todos os equipamentos e profissionais necessários para o atendimento do público masculino. Desse modo, será esclarecido preconceitos e será realizado o atendimento de saúde para os que mais precisam. Ademais, cabe as familias o papel de quebrar preconceitos, principalmente sobre o exame de próstata, a fim de aumentar a espectativa de vida desse público. Como resultado, teremos uma sociedade mais esclarecida e com saúde, assim como escrito na Constituição do Brasil.