Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 17/11/2020

Conforme o advogado americano Derek Brok, “se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância”. Similarmente, é evidente que os homens são ignorantes quando o assunto é câncer de próstata. Dentre diversos motivos, destacam-se o método de avaliação e, por consequência, o preconceito machista que está enraizado na nossa sociedade. Desse modo, hodiernamente, é inadmissível tal prejulgamento e tamanha desinformação.

Em primeiro lugar, vale pontuar que a maioria dos homens possuem apenas um método em mente, que é o toque renal. No entanto, existem outras formas para descobrir a doença, o exame de sangue e a ultrassonografia são muito comuns. Portanto, mostra-se uma desinformação por parte dos veículos públicos, que só tocam no assunto quando é novembro, de modo que deveria ser um tema tratado todos os meses do ano. De tal forma, é necessária uma maior conscientização quanto a essa doença fatal.

Em segunda análise, é notório que o machismo é algo comum na sociedade brasileira. De acordo com Dionisia Ventura, “qualquer machismo é ruim, porém ainda pior quando socialmente aceito”. Semelhantemente, os indivíduos masculino associam o câncer de próstata como algo de “gay” ou que não é para machos. De conformidade com o Instituto Nacional do Câncer, a maioria dos homens diagnosticados com a doença, não irão morrer por causa dela. Sob tal ótica, é essencial uma intervenção que vise resolver esse obstáculo.

Destarte, revela-se a importância da consciencialização de tal enfermidade vista. Assim sendo, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas que expliquem todos os tratamentos, através da TV e internet, primordialmente para os idosos, e assim, diminuir drasticamente o caso de morte dos homens por tal doença. Dessa maneira, o povo brasileiro poderá não pagar o preço da ignorância, assim previsto por Derek Brok.