Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 20/11/2020
As mulheres brasileiras apresentam uma expectativa de vida maior que a do homem, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o qual apresenta como principais causas de morte doenças do sistema cardiovascular e tumorais, que poderiam ser prevenidas com visitas periódicas ao médico e com hábitos saudáveis. Entretanto, uma cultura de descaso com o autocuidado associado a uma sociedade preconceituosa favorece a manutenção de altos índices de mortalidade de homens por doenças como o câncer de próstata. Logo, a conscientização social quanto à saúde masculina deve ser trabalhada com veemência.
É cultural a falta de autocuidado do homem, fato que resulta em uma resistência em buscar cuidados médicos. Nesse viés, corrobora com tal premissa os resultados da pesquisa, realizada pela revista Saúde da Editora Abril, que mostra que cerca de 40% dos homens só vão ao médico quando se sentem mal. Assim, a evolução nas técnicas de diagnósticos são ineficazes para os pacientes que não as buscam.
Além disso, doenças como o câncer de próstata encontram numa sociedade preconceituosa e machista o ambiente ideal para sua proliferação. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) estima que mais da metade dos brasileiros realizam o exame de toque retal de forma tardia, reduzindo o número de diagnósticos precoces, ou só realizam o exame sorológico que busca a presença de antígenos prostáticos. Essa resistência em realizar o exame preventivo, preconizado pela Organização Mundial de Saúde, devesse em grande parte ao preconceito ainda existente na sociedade, devido ao tabu cultivado pelo público masculino.
Portanto, é imperioso que se conscientize a população em relação à necessidade do cuidado com à saúde masculina. Deste modo, o Ministério da Saúde deve promover campanhas periódicas para conscientizar o público masculino para busca de cuidados médicos. Para tanto, os Agentes Comunitários de Saúde podem distribuir folhetos explicativos e realizarem busca ativa de homens que se enquadrem no perfil epidemiológico do câncer de próstata e outras doenças com predileção ao sexo masculino. Desta forma, as campanhas publicitárias não ficaram presas apenas aos veículos de comunicação, visto que chegariam até as residências nos rincões mais distantes.