Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 17/11/2020
No filme “Capitão Fantástico” é retratada a história de Ben Cash, um pai viúvo cria seis filhos na floresta, longe da civilização e das influências negativas da sociedade. Porém, há um momento de ruptura em que os filhos desejam conhecer a cidade para poder tratar de sua saúde. Infelizmente, essa situação não se resume às telas, sendo a realidade de vários brasileiros que tem ter mais acesso a saúde na zona rural.
É notório que atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, o tumor de próstata é o tipo mais comum entre os homens. Apesar de apresentar alta chance de cura, pela detecção precoce, é a segunda maior causa de morte em pessoas do sexo masculino. Em 2018, a doença tirou a vida de 15,5 mil brasileiros e, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata deve ser detectado, em 2020, em cerca de 66 mil. Em princípio, cabe analisar o conceito do sociólogo Émile Durkheim em que “É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade de sair de próprios para aceder à escola das coisas, se as querer conhecer e compreender.”
Entretanto, a Constituição Federal de 1988 diz que tem que ter maior dignidade humana. Dessa maneira, se a procura aos médicos já é uma barreira que precisa ser desconstruída, na pandemia, a ausência de tratamento é ainda maior, o que pode transformar em casos mais complicados e que, na maioria das vezes, exigiria um tratamento menos invasivo. Contudo, todos os homens tem que fazer o exame de próstata para ver se está tudo certo com o seu corpo.
Portanto, tem pouco local de saúde na zona rural. Logo, é necessário que o Poder Legislativo, por meio de uma lei a fim que cidadãos que moram em zona rural tenha mais acesso a saúde perto de sua casa. Desse modo, a problemática novembro Azul os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina poderá ser absoluta na sociedade brasileira.