Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 12/12/2020

Em compliance ao inciso ll do artigo 23 da Constituição Federal de 1988, é competência do Estado cuidar da saúde e assistência pública. Entretanto, tal plano teórico não se aplica na realidade brasileira, visto, os desafios para a conscientização quanto à saúde masculina. Nesse ínterim, convém a compreensão de 2 litígios: a preservação de uma mentalidade social de masculinidade intocável e a falta de acesso aos meios de prevenção da população hipossuficiente como fomentadores da problemática.

Em primeiro plano, incentive o destaque como os fatores socioculturais implicam diretamente na manutenção do revés. Isso porque, em detrimento a uma mentalidade retrógrada de masculinidade intocável, muitos podem deixar de realizar o exame de prevenção ao câncer de próstata, por conta de estarem inseridos nesse sistema. Essa conjuntura relaciona-se à teoria de “consciência coletiva” proposta pelo sociólogo Durkheim, segundo o qual afirma que as escolhas individuais geram impactos em toda dinâmica do corpo social. Dessa maneira, torna-se evidente que, conforme o pensamento do positivista, é necessário que se mude a mentalidade vigente para que os desafios enfrentados para a conscientização da saúde masculina sejam mitigados.

Outrossim, é fulcral ressaltar o difícil acesso das pessoas hipossuficientes para a realização do exame de prevenção. Sob tal ótica, é sabido que em grande parte das regiões periféricas e em áreas rurais -locais em que se têm maiores índices de pobreza, não há Unidades Básicas de Saúde -UBS, o que dificulta o acesso de grande parte da população aos meios de precaução. Nessa lógica, consoante às ideias do filósofo John Locke, o Estado, ao agir com complacência diante do impasse, fere os princípios do “contrato social”, uma vez que não oferece plena assistência aos cidadãos. Assim, é indubitável que o cumprimento da competência prevista no inciso ll do artigo 23, ratificaria o “contrato social”.

Destarte, é mister que medidas sejam atendidas para a resolução do empecilho. Portanto, urge que o Ministério da Educação implemente uma reforma educacional nas escolas -visto que são o maior veículo de formação de opinião e conhecimento, disciplinas no currículo básico e médio que debatam sobre a importância da dissolução da cultura machista para a prosperidade social e mudança da “consciência coletiva”. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde a criação de um número maior de UBS em locais com índices elevados de pobreza, para que mais possui acesso a esse serviço. Desse modo, conforme as competências previstas na Carta Magna serão cumpridas e os desafios para a conscientização quanto à saúde masculina se extinguiram.