Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 17/11/2020
No Brasil, um dos assuntos mais importantes é a questão sobre os desafios para a conscientização aos cuidados da saúde masculina, pois há um tabu histórico e um certo preconceito sobre os homens que realizam o exame de próstata, além disso o número de óbitos é maior para o grupo masculino do que o feminino, em decorrência da negligência desse grupo em relação ao seu bem-estar. Nessa perspectiva, há a necessidade de o Governo e de a sociedade atuarem contra tal problemática.
A princípio, é válido elucidar que em pleno século XXI há um tabu de origem histórica relacionada aos homens que prezam por seu autocuidado. Segundo o poema Canto da Morte, do poeta da Primeira Geração Romântica Gonçalves Dias, o índio é um guerreiro forte, valente o qual vence todas as batalhas, defende a sua tribo e a protege, sendo caracterizado sempre como uma figura imbatível. Nesse sentido, é possível compreender que desde o período colonial 1500, o nativo era visto como um homem forte e essa postura se propaga até os dias atuais, em que o sexo masculino em geral é um ser forte, não passivo de qualquer fragilidade. Assim, essa visão se solidifica no meio social como um tabu limitando muitos homens a não irem a consultas médicas, não realizarem consultas e exames, mormente o de próstata, sendo algo negativo, já que pode desenvolver diversos tipos de câncer e causar danos á saúde desse público. Desse modo, o Poder Público deve atuar contra tais tabus.
Ademais, é relevante explanar que o preconceito sobre os exames de toque retal podem gerar severos problemas. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), diariamente 42 milhões de homens morrem com câncer de próstata e 3 milhões convivem com a doença. Nesse viés, percebe-se que muitos indivíduos são afetados pela enfermidade em questão, isso ocorre devido ao tabu e ao preconceito em relação ao exame de toque retal, o qual pode diagnosticar precocemente essas pessoas e tratá-las sem a precisão de cuidados mais intensos como a quimioterapia. Dessa maneira, observa-se esses preconceitos como prejudiciais, devendo a Esfera Pública atuar contra tais descasos.
Portanto, diante dos fatos supracitados, constata-se a necessidade de vencer os desafios do autocuidado masculino. Para isso, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde, deve criar programas de políticas públicas sociais, as quais devem desenvolver campanhas de modo mensal, nas praças, nos hospitais e nas mídias sociais, com o auxílio de médicos urologistas e oncologistas, com o objetivo de orientar principalmente homens acima de 45 anos, negros e com histórico de familiar com câncer, a realizar exames para a prevenção e diagnóstico precoce, mostrando a importância desse procedimento relatando que é um método rápido e seguro. Dessa forma, quebrando tabus, auxiliando no combate ao câncer de próstata e ajudando os homens em seu autocuidado.