Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 17/11/2020
Consoante ao Portal Médico de Minas Gerais, o câncer de próstata é a segunda principal enfermidade causadora de óbitos em homens no Brasil. Mesmo assim, parte da população masculina insiste em não realizar visitar periódicas a médicos, o que evidencia um empecilho no que tange à efetivação do direito constitucional à saúde para essa população. Nesse contexto, a perpetuação dessa realidade reflete um quadro desafiador, cujas raízes desse problema encontram-se atreladas ao preconceito e à desinformação.
Mormente, o primeiro grande desafio a ser vencido é o preconceito que parcela da população masculina tem com a saúde. Nesse sentido, é seguro afirmar que muitos homens não recorrem a profissionais da saúde porque esse hábito fere a masculinidade deles, uma vez que a socialização masculina é caracterizada pela virilidade e pela macheza. Isso ocorre, de acordo com Max Weber, devido à instituição familiar, a qual impõe regras comportamentais e induz que indivíduos sigam, desde a infância, os padrões impostos pelos próprios pais, que podem ser, muitas vezes, retrógrados, como o caso da socialização masculina.
Outrossim, outro desafio encontra-se na falta de divulgação midiática sobre esse assunto. A esse respeito, o médico Dráuzio Varella afirma que o câncer de próstata mata tanto quanto o câncer de mama, porém carece de campanhas na mídia para que haja conscientização geral. Nessa conjuntura, pode-se dizer que muitos homens não frequentam hospitais porque desconhecem do risco que é não realizar manutenções periódicas no próprio corpo. Infelizmente, isso apenas favorece a ocorrência de enfermidades que poderiam facilmente ser tratáveis em estágios inicias, a exemplo do próprio câncer prostático.
Urge, portanto, uma solução definitiva para esse problema. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), instituição a qual possui o poder de alterar a grade curricular no Brasil, crie uma matéria, a qual deverá ser abordada durante os primeiros anos do ensino fundamental, tratando de assuntos como saúde masculina e feminina, por meio da docência de um profissional da saúde, como um enfermeiro, a fim de que se desconstrua o tabu de que homem que vai ao médico perde a masculinidade. Além disso, é necessário que o Ministério da Saúde crie campanhas midiáticas que incentivem a população masculina a realizar consultas periódicas médicas, mediante propagandas na televisão, em outdoors e em rádios, com o fito de enaltecer a importância de cuidar-se. Assim, espera-se que haja uma intensificação na conscientização em relação à saúde masculina no Brasil.