Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 19/11/2020
Provedor da casa, resiliente e insensível aos sentimentos são alguns dos conceitos que permeiam a ídeia de masculinidade em parte dos brasileiros. Mas há um, entre esses pontos, que é perigoso à saúde masculina: o preconceito que reside em muitos cidadãos referente aos cuidados preventivos de saúde, sobre tudo às medidas contra o câncer de próstata. Graças à resistência e construção sociocultural no país, muitos são acometidos por essa enfermidade a cada ano.
O elevado número de mortes constatadas anualmente, causadas pelo câncer de próstata, permite a breve conclusão de que algo impede a detecção precoce desse mal. Logo não é exagero citar o que é de senso comum: boa parte dos homens brasileiros são resistentes aos procedimentos de prevenção ao câncer de próstata. Assim, aquele pai, tio, avô ou parente próximo, dito “durão”, - presentes em muitas fámilias -, é um potencial candidato ao acometimento de tal câncer.
Observando, ainda, a construção social e cultural no Brasil em relação a concepção de ser homem, inferimos, daí, uma das fontes do preconceito no que tange a prevenção desse câncer. O patriarcado histórico, que hábita a sociedade há décadas, gerou no imaginário masculino o senso de distancimento do ser feminino, tornando-os, assim, opostos. Dessa forma, se a mulher chora; o homem não deve chorar, se a mulher cozinha; o homem não deve fazê-lo, se a mulher cuida-se; o homem pelo contrário não o faz.
Dar lugar, portanto, a novos hábitos à população masculina e acabar com o preconceito que paira a prevenção do câncer de próstata é fundamental. Para tal, cabe às Secretarias Municipais de Saúde realizarem campanhas de conscientização nas empresas. Com isso, evitaria-se que, por falta de tempo, trabalhadores não recebam a devida informação. Tal medida deverá ainda, contar com o desconto fiscal pelas Prefeituras àquelas instituições que colaborarem com a iniciativa.