Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 13/06/2022

A masculinidade tóxica somada ao patriarcalismo histórico contaminam e dificultam a conscientização quanto à saúde do homem. Isto é, comportamentos e hábitos, considerados pela sociedade, exclusivamente masculinos, aprisionam e envenenam milhares de homens. Além disso, o não combate aos costumes vigentes podem lamentavelmente comprometer a vida de gerações futuras.

Nesse sentido, o sistema patriarcal e histórico condiciona os homens a serem o inverso das mulheres, inclusive nas questões de saúde. Para o dr. Drauzio Varella, renomado médico oncologista, enquanto as mulheres frequentam o médico periodicamente, especialmente com o início da vida sexual, os homens, por outro lado, precisam ser coagidos por suas parceiras ou mulheres do âmbito privado para realizarem exames rotineiros. Com isso, percebe-se a inversão atribuida desde a era primitiva em que as mulheres são frágeis e necessitam de cuidados e atenção, enquanto o homem, porém, é imune e isento das fragilidades do corpo.

Por conseguinte, esse encorajamente, derivado da masculinidade tóxica, em provar constantemente a própria virilidade pode trazer consequências significativas para a saúde. Ou seja, exames como o toque prostático, ralacionado ao diagnóstico de câncer de próstata, segundo em número de morte ente os homens no Brasil, dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é considerado um tabu e pouco másculo entre os meninos. No entanto, para a Sociedade Brasileira de Urologia, a descoberta precoce desse tipo de câncer poderia salvar sensivelmente mais vidas do que ocorre na realidade atual.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde juntamente com a mídia elaborem propagandas apelativas e de conscientização sobre a importância dos exames de rotina, a fim de previnir a identificação tardia de problemas possivelmente simples quando precocimente descobertos. Somado a isso, é necessário que a Sociedade Brasileira de Oncologia por intermédio de palestras, em escolas e empresas, disseminem a relevância em priorizar a saúde acima de qualquer tabu e preconceito objetivando a maior concientização masculina. Dessa forma, será possível a construção de uma soceidade consciente e preparada.