Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 25/10/2021

De acordo com o artigo 196°, da Constituição Federal de 1988 é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil garantir saúde de qualidade para os cidadãos. Entretanto, tendo em vista a atual situação do país, observa-se que tal objetivo não é realizado, já que grande parte dos brasileiros sofrem com câncer de próstata.Diante disso, deve-se analisar como o preconceito e a ineficiência estatal provocam a problemática em questão.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a ineficiência estatal contribui para a não democratização do acesso à saúde no país. Isso acontece porque o Estado deixa de cumprir o artigo 6° da Constituição Cidadã, pois não promove de forma eficaz saúde de qualidade na sociedade brasileira. Nesse sentido, segundo a ONU( Organização das Nações Unidas) o Brasil é o terceiro país que menos investe em campanhas de conscientização acerca do câncer de próstata. Logo, muitos indivíduos acabam acomodados adiando os exames de próstata, o que gera o avanço do câncer e a dificuldade de combater a doença. Consequentemente, é necessário que o governo invista em campanhas de conscientização.

Em segunda análise, é fundamental enfatizar que o preconceito enraizado na sociedade influencia tal problema. Isso ocorre porque muitos homens deixam de fazer os exames de próstata por acharem que colocarão sua masculinidade em risco e acabam por enfrentar terríveis problemas no futuro. Nessa lógica, consoante ao pensamento do sociólogo Sérgio Buarque em seu livro " Raízes do Brasil" apresenta a cultura patriarcal, na qual o homem representava o símbolo da força e do poder. Contudo, esse cenário machista e estereotipado reverbera até hoje, visto que, o exame de próstata é estipulado como vergonhoso na sociedade vigente. Por consequência, conforme o INCA(Instituto Nacional do Câncer) o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os indivíduos de gênero masculino, o que acentua a importância da conscientização social.

Depreende-se, portanto, que o preconceito e a ineficiência estatal contribuem para a problemática em questão. Sendo assim, cabe ao governo em parceria com o Ministério da Economia e o Ministério da Saúde -órgão responsável pela saúde dos brasileiros- promover políticas públicas. Isso por meio de verbas para a criação de campanhas e palestras em parceria com os veículos midiáticos ressaltando sobre a importância da prevenção da doença, a fim de assegurar a conscientização e o bem-estar de todos. Só assim, será possível garantir o artigo 196° presente na Constituição de 1988.