Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 18/11/2020
No convívio social brasileiro, parte considerável da população masculina ainda não se cuida de forma satisfatória. Nessa conjuntura, o mês de novembro foi escolhido para fomentar debates acerca da saúde dos homens. Essa campanha, entretanto, por si só não basta e exige uma maior atuação por parte do Governo e da sociedade, com o fito de promover uma maior conscientização a respeito da necessidade de prevenção de doenças em geral.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a negligência estatal quanto a conscientização social a respeito da saúde masculina. Isso acontece porque, apesar da Constituição Federal de 1988 afirmar ser do Estado a responsabilidade de promover, por meio de políticas públicas, a saúde de todos os brasileiros, isso não ocorre. Devido à falta de ações efetivas, muitos homens ainda têm o pensamento retrógrado de que a visita ao médico tem que se dar apenas no adoecimento. Isso acaba fazendo com que a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças graves seja impossibilitado e se impõe como um dos principais desafios do Governo.
Outrossim, aspectos sociais também podem ser apontados como um outro desafio. Devido ao machismo presente na sociedade brasileira, em que o homem é visto como um ser extremamente forte, uma simples e necessária visita ao médico é motivo de piada nas rodas de amigos. Isso colabora para o desleixo com a saúde masculina e precisa ser superado de forma urgente, a fim de promover uma mentalidade mais cuidadosa dos homens para com sua saúde.
Torna-se evidente, portanto, que a conscientização social quanto a saúde masculina precisa de maior empenho. Em razão disso, o Ministério da Saúde, que é responsável pelo controle e prevenção de enfermidades, em parceria com os empresários, deve formar equipes de médicos do trabalho, que atuarão em sistema de rodizio nas empresas, realizando exames gerais e periódicos nos trabalhadores, com a finalidade de promover a garantia constitucional do acesso a saúde. Ademais, os setores midiáticos devem realizar campanhas de combate ao machismo estrutural presente na sociedade brasileira, incentivando os homens a se prevenirem cada vez mais. Dessa forma, o Brasil poderá promover a conscientização social quanto a saúde masculina.