Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 19/11/2020

As fronteiras que retardam o processo do auto cuidado.

No período da baixa idade média, o surgimento das primeiras manifestações urbanas se fazem presente, e aliado a este processo,  as técnicas medicinais ainda muito rudimentares, evidenciam a  alta taxa de disseminação de doenças que se perpetuam por meio da falta de higiene e a inexistência do auto cuidado principalmente no que diz respeito ao homem. Nessa perspectiva, mesmo que as transformações da ciência tenham nos  trazidos robôs cirúrgicos, maior democratização do acesso a informações, muitos homens parecem ainda viver nos tempos medievais. Consoante a ideia, a conscientização a cerca da saúde masculina deve romper com o obscurantismo da ignorância e promover desta forma, o direito inerente dos homens a sua própria saúde e bem estar.

Sob uma primeira análise, o preconceito que compõem uma estrutura social machista no Brasil reflete o nível da ignorância  no que concerne ao auto cuidado masculino. Conforme a ideia, torna-se comum o adiamento, ou até mesmo a ausência de exames preventivos para a detecção de doenças como o câncer de próstata, problemas cardíacos e outras enfermidades que a longo prazo, podem reduzir a longevidade do indivíduo.  Ademais, outro empecilho é a crescente sedentarizarão que os homens se encontram atualmente. Nesse sentido, a falta do estímulo ao esporte, a precariedade de hábitos alimentares e o tabagismo, são influencias que habitualmente são vistas como comuns, e apontam para a falta de serviços públicos e democratização da educação principalmente para a população mais pobre.

Nesse contexto, cabe ressaltar que o preço das consultas e a falta de disponibilidade nos postos de saúde são fatores que também desmotivam, e induzem muitas vezes os homens a substituírem consultas médicas por pesquisas na internet ou recomendações adversas, que não condizem com a avaliação séria de especialistas. Com esta lógica de pensamento, os problemas se tornam ainda mais sérios em meio a pandemia do novo corona vírus, que dificulta e desanima a procura por exames, e desestimula hábitos esportivos.

Em síntese é preciso educar. A frase do ex-presidente africano Nelson Mandela " a educação é a arma mais poderosa que você pode utilizar para mudar o mundo " converge para a essência do que efetivamente poderá resolver os problemas existentes. Neste âmbito, as instituições de ensino bem como o ministério da saúde, devem agir de modo a fomentar o estimulo a conscientização da necessidade de realizar exames e consultas, bem como levar o serviço público para áreas mais carentes, e garantir que todos os homens possam usufruir de uma vida confortável e longeva.