Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 18/11/2020
O autocuidado masculino é um aspecto importante da saúde pública brasileira devido a uma série de tabus e preconceitos envolvidos em sua promoção aos cidadãos do país. Sendo assim, parte do homens brasileiros se privam de cuidar de si mesmos, seja por receio de ser alvo de preconceito ou, até mesmo, por não compreender a necessidade do autocuidado. Desse modo, esses indivíduos podem enfrentar diversos problemas de saúde e, assim, vir a comprometer a sua qualidade de vida e de seus familiares, caso venha desenvolver alguma enfermidade. Logo, é dever do Estado buscar meios para amenizar os problemas supracitados.
Primeiramente, cabe salientar que, segundo a escritora Hannah Arendt, " O indivíduo, por falta de senso crítico, tende a banalizar o mal “. Assim sendo, pode-se observar que a falta do cuidado com a saúde masculina é um problema sério e remete ao fato de que parte dos brasileiros não recebem a devida informação sobre esse problema. Dessa maneira, as escolas do Brasil por vezes corroboram com essa situação, visto que nem sempre os estudantes são orientados a procurar por ajuda médica de maneira preventiva, sendo realizada apenas quando a situação já é grave.
Consequentemente, conforme alerta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os homens tendem a viver cerca de sete anos a menos que as mulheres, o que ilustra a gravidade dessa situação. Dessa forma, há de se entender que pessoas do sexo masculino enfrentam sérios problemas, como o câncer de próstata, que, se não tratado de maneira precoce, pode levar a complicações e até mesmo ao óbito. Como resultado, uma série de impactos são experimentados pelos homens enfermos quanto aos seus familiares, tendo em vista o impacto psicológico enfrentado pelos parentes próximos devido ao familiar doente, o que pode, futuramente, acarretar em problemas como a ansiedade nesses indivíduos.
Portanto, é evidente que uma intervenção do Estado nessa situação se faz necessária. Dito isso, é preciso que o Ministério da Educação, junto ao Governo Federal, intensifique nas escolas do país campanhas de conscientização à saúde do homem, por meio da realização de palestras e reuniões com médicos e psicólogos, de modo a esclarecer dúvidas sobre os diversos tipos de enfermidades que acometem os homens, como o câncer de próstata, e incentivem a busca precoce por tratamento de qualquer doença, seja ela física ou mental. Por conseguinte, os cidadãos do sexo masculino irão buscar por mais ajuda médica e, cada vez menos, terão sua saúde comprometida por enfermidades que poderiam ser tratadas e o sofrimento do indivíduo e sua família irão diminuir.