Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 20/11/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde e ao bem estar social. Entretanto, os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina se torna um empecilho na sociedade. Dessa maneira, não só a cultura machista enraizada, mas também a falta de incentivo torna obsoleto o desenvolvimento do Brasil.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a cultura do machismo enraizada é uma adversidade presente na nação. Segundo o filósofo Norberto Bobbio a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e a consideração por parte do Estado. Nessa lógica, é notável que apesar do poder público ceder o tratamento aos pacientes, muitos ao fazerem o exame acham que estarão colocando sua masculinidade em risco, se tornando menos homens, mas ao contrario disso o que estará se tornando menos é a qualidade da saúde caso exista a presença de um câncer, podendo levar esse cidadão á morte. Tal questão é inaceitável e atrapalha a isonomia do país.
Ademais, a falta de incentivo tanto do Governo quanto dos familiares é uma dificuldade enfrentada por essa parcela. Segundo Rousseu o homem é determinado pelo meio em que vive. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de próstata deve ser detectado, em 2020, em cerca de 66 mil indivíduos, deixando evidente que se os familiares demonstrarem apoio a essa causa, isso impossibilita que essa comunidade perceba o quão agravante essa doença é para o ser humano, além que trazer diversas consequência muita das vezes leva á morte. Em vista disso, é evidente que medidas sejam tomadas.
Portanto, medidas públicas são necessárias. Desse modo, especialistas no assunto, com o apoio de Organizações Não Governamentais, devem desenvolver um programa no qual os portadores da doença tenham a oportunidade de conversar com indivíduos que já passaram por tal doença e vejam que aquilo é normal e se tranquilizem. Tais ações devem também nas redes sociais, por meio de vídeos que alertem sobre os riscos. E também criar estações pela cidade onde tenham psicólogos para conversarem com esses tais e assim conscientizar a sociedade sobre o assunto. Logo, tirando as pedras do meio do caminho, construir-se a uma nação livre de inconsequências.