Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 19/11/2020
O filme “50/50” retrata a história de Adam Hermer, que é diagnostico com câncer, e decide reagir e viver de formar otimista, apesar da reação negativa da mãe e do amigo. Fora da ficção, é fato muitos homens passam situações semelhantes ao da longa-metragem, porém devido a falta de informação e o preconceito, muitos indivíduos sentem-se intimidados com à prevenção e, consequentemente, ao diagnostico precoce do doença. Desse modo, é necessários que haja medidas estratégicas para a reversão desse quadro.
Convém ressaltar, à princípio, que o novembro azul tem como objetivo quebrar tabus e conscientizar a população masculina quanto à importância de manter hábitos saudáveis. Todavia, a falta de informação é algumas das razões que levam o público masculino a deixar de lado procedimentos simples, rápidos, indolores e fundamentais para identificar doenças, como o câncer de próstata, segundo o Instituto Lado a Lado pela Vida. Ademais, nota-se que além do físico, os homens estão emocionalmente fragilizados, tendo em vista que 63% sentem ansiedades, 46% sofrem com tristeza e 23% de depressão, de acordo com a pesquisa do LAL e de VEJA SAÚDE. Logo, é substancial a mudança desse cenário.
Outrossim, observa-se que o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens e o grande desafio é o preconceito, como o toque real e o medo de ter complicações na função sexual. Nesse sentido, estima-se que serão mais de 68 mil novos casos da doença a cada ano, conforme o Instituto Nacional de Câncer ( INCA). Dessa forma, é fundamental que os indivíduos mantenham as avaliações de rotina, visto que 90% dos casos de cancro de próstata tem cura se forem diagnosticados precocemente, em concordância com INCA. Nesse perspectiva, analisar o atual contexto é fundamental para mudar essa realidade.
Diante dos fatos analisados, é necessários ações eficazes nos desafios para a conscientização social quanto à saúde. Para isso, o Ministério da Saúde deve, por meio de mídias sociais e com profissionais especializados, promover atividades educacionais e preventivas, como orientações sobre o câncer de próstata, pontuando os sintomas, relatando a importância do exame de toque real, dentre outros, com o propósito de diminuir a dificuldade e o preconceito com a busca de tratamento físico e emocionais por parte do público masculino. Espera-se com isso, uma redução nos casos de câncer de próstata.