Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 20/11/2020
Na obra “Utopia” do escritor Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa no Brasil é o oposto do que o autor prega, uma vez que a conscientização social quanto à saúde masculina apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário é fruto tanto da negligência estatal, quanto do preconceito diante do exame. Diante disso, torna-se fundamental as discussões desses aspectos.
Em primeira análise, é fulcral pontuar que os altos índices de câncer de próstata deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que democratizem o exame de precaução . Segundo Thomas Hobbes, pensador inglês, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido ao “status” continental do Brasil e sua enorme desigualdade social, as pessoas sofrem pela falta de estrutura de hospitais em regiões periféricas do país, isto é, dificultando os exames rotineiros que devem ser periódicos perante aos homens acima dos 40 anos de idade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura.
Ademais, é imperativo ressaltar o preconceito perante ao exame do “dedinho” como promotor do problema. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), “diariamente, 42 homens morrem em decorrência do câncer de próstata e aproximadamente 3 milhões vivem com a doença no país.” Partindo desse pressuposto, as piadas que já tornaram-se normalidade na sociedade brasileira, a exemplo, anedotas de conotação sexual, intensifica o problema. Visto que, transpassa caráter de deboche diante do problema que deveria ser tratado como algo sério. Dessa forma, diminuindo a efetividade das campanhas de prevenção do câncer, assim contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.
Observa-se, portanto, a fim de garantir a diminuição dos casos de câncer de próstata. Cabe ao Estado, mediante ao Ministério da Saúde, redirecionar verbas para as prefeituras das regiões periféricas do país , objetivando uma estruturação dos hospitais locais para ter maior capacidade de atendendimento, além de facilitar os exames de precaução, a exemplo, exame de próstata , assim facilitando a vida da população que não precisaria se deslocar muito , diante disso , teria maior comodidade e serviria de incentivo para fazer os exames. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do câncer , e a coletividade alcançará a Utopia de More.