Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 20/11/2020
O Brasil é um país que teve sua sociedade construída a base do patriarcado, outroassim, os homens, principalmente os mais velhos, acreditam que ter sua saúde comprometida e passar por vários exames fere sua masculinidade. Em contrapartida, outros não tiveram a educação necessária para compreender a importância de exames anuais. De tal forma, torna-se necessário medidas socioeducativas que transformem essa situação.
Faz-se necessário a partir dos 40 anos exames retais anuais para prevenir câncer de reto, cólon e próstata. No entanto, a maioria se recusa a realizar esses procedimentos por causa do medo, preconceito e machismo, eles temem que sua sexualidade e masculinidade sejam afetadas. Além disso, muitos postergam essas inspeções, o que configura em um aumento de casos em estágios mais avançados e na taxa de mortalidade dessas doenças.
Os homens brasileiros têm uma expectativa de vida menor que as mulheres em cerca de 8 anos, uma vez que, eles se cuidam menos. Nesse contexto, a negligência educacional brasileira é um agravante, já que, a população masculina não tem o incentivo e o conhecimento sobre a relevância da prevenção de doenças e tratamento precoce.
Por fim, em face desses desafios, torna-se imprescindível que o ministério da saúde junto com o da educação crie programas socioeducativos com profissionais especializados, por meio de palestras e debates, acerca da conscientização da saúde do homem, a fim de minimizar o número de diagnósticos tardios e aumentar a expectativa de vida masculina. Além disso, é necessário que o governo realize campanhas publicitárias com o fito de diminuir a crença da masculinidade frágil e aumentar a prevenção de doenças. De tal forma o patriarcado inserido na nossa cultura deixará de espalhar a ignorância que resulta no tratamento tardio de enfermidades.