Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 23/11/2020

O tumor de próstata, é o segundo câncer que mais mata os homens brasileiros, sendo a doença número um no ranking que mais atinge a partir de 45 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Ademais, os fatores determinantes para o desconhecimento da saúde masculina são a cultura patriarcal somados a falta de acesso ao atendimento hospitalar público e melhorias das campanhas. Com efeito, evidencia-se a carência de políticas públicas para solucionar esse impasse na sociedade.

Em primeira análise, nota-se que o entendimento machista é fator determinante para a desinformação desses homens em razão dos cuidados íntimos. Além disso, dados da SBGG(Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) analisou essa parcela e calculou que 49% dos homens nunca realizaram exame de toque reta. Esses dados são altos, porque os senhores e jovens se sentem desconfortáveis, além de que seus conhecidos não costumam frequentar especialistas, ou seja ainda há uma ignorância em relação ao cuidados do corpo e o preconceito cultural em frequentar o urologista. Por esses motivos, os homens desconhecem dos cuidados médicos, percebe-se a necessidade de melhorias nas campanhas em prol da higienização masculina.

Em segunda análise, vê-se que os postos de saúde públicos não solicitam a quantidade de médicos urologistas ideal, já que dos pacientes que frequentam o SUS, 58% não realizam consultas com o Urologista, segundo dados do site “Terra”. Também, campanhas como “Novembro azul” para a conscientização do câncer de próstata, essa política poderia atingir um número mais recente do público, como jovens, assim trabalhando na ação preventiva e não apenas incentivando consultas de senhores para a prevenção do câncer de próstata. Dessa forma, promoveria melhor sucesso nos resultados , estimulando a compreensão dos cuidados da saúde.

Diante do exposto, é notório que há entraves a serem resolvidos. Para minimizar esse impasse é encardo do Ministério da Cidadania na qual crie campanhas por meio das mídias sociais e plataformas do governo para trazer informação na higienização e cuidados da saúde íntima, a fim de que garanta conscientização desses grupos. Bem como, é cabível ao Ministério da Saúde aumentar a quantidade de médicos urologistas, por meio de concursos públicos no território brasileiro. Dessa forma, será possível garantir políticas públicas que de fato trarão resultados positivos para o melhor cuidado masculino.