Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 20/11/2020
O contexto histórico de formação da sociedade brasileira retrata como as ideologias patriarcais elevavam o ego dos homens, fazendo com que estes acreditem que sua função é superior a todos e que não há necessidade de cuidar da sua saúde. Entretanto, na sociedade atual esse pensamento ainda persiste, o mês de novembro é destinado a prevenção do câncer de próstata, no entanto a ação de levar um toque não é bem aceita pelos homens. Nesse âmbito, tal problemática é tanto causada pela existência do machismo, quanto pelo déficit no desenvolvimento do senso crítico social.
Nesse contexto, cabe trazer à baila que o pensamento machista enraizado na sociedade eleva o número dessa doença. Nessa visão, é perceptível como muitos homens negam-se a realizar o chamado “Exame do Toque”, por achar que o ato da análise médica no seu ducto anal ataca diretamente a sua masculinidade. Sob essa perspectiva, o site “G1” noticiou que, no Brasil, o número de câncer na próstata aumentou 42% nos últimos dois anos, um fato inadmissível, uma vez que a ideologia grotesca de ser superior coloca em risco a vida de muitos. Logo, é de extrema necessidade que medidas de conscientização sejam elaboradas de maneira eficiente, para que o índice de morte por causa do câncer venha ser reduzido.
Ademais, é mister ressaltar que a existência do machismo tem forte ligação com o baixo desenvolvimento do senso crítico social. Isso ocorre, pois desde de pequeno o homem é instruído a ser uma pessoa rígida e sem preocupação consigo, o que possibilita a taxação do autocuidado como um ato “afeminado”. Em meio a isso, a influência da escola é importante para quebrar esses preconceitos, já que a vida de muitos homens está em risco, de acordo com o patrono da educação Paulo Freire , a educação é o único mecanismo capaz de mudar sociedade. Dessa maneira, desenvolver o pensamento crítico social dos indivíduos masculinos é um meio de grande eficiência para combater os desafios da conscientização em relação à saúde.
Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas que intervenham na conscientização masculina. Isso posto, urge que a escola - agente responsável pelo desenvolvimento do senso crítico construtivo da sociedade - elabore um projeto chamado “Um toque por uma vida”, e por meio da adesão desse projeto sejam convidados profissionais da saúde para ministrar palestras para a comunidade e alunos sobre como o exame de próstata pode salvar vidas, a fim de que o índice de morte por conta da falta do exame seja reduzido. Desse modo, o contexto histórico machista enraizado no país será sanado gradualmente.