Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 20/11/2020
“O futuro pertence àqueles que se preparam hoje para ele.” A máxima do ativista norte-americano Malcolm X reflete o óbice da conscientização social quanto à saúde masculina. Tal conjuntura deve-se à negligência estatal e, além disso, à falta de informação. Destarte, urge, no âmbito atual, a adoção de medidas, por parte do Estado, a fim de reverter as mazelas oriundas desse problema.
Em primeiro plano, é válido salientar a indiligência governamental como fator corroborante dessa chaga social. Sob tal óptica, o filósofo Kant, usado como base para as constituições ocidentais, elucida que o Estado deve agir tendo sempre a dignidade humana como fim. Todavia, nota-se, no Brasil contemporâneo, que tal função é negligenciada, haja vista a má aplicação das políticas públicas existentes, como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Isso se deve, sobretudo, a ineficiente gestão dos recursos humanos e financeiros, que faz com que campanhas importantes de conscientização, como o “Novembro Azul”, aconteça somente uma vez ao ano. Dessa forma, muitos homens se sentem desestimulados para realizar a prevenção e acabam por sofrer consequências nefastas quando descobrem doenças de maneira tardia.
Concomitantemente, ressalta-se que a carência de conhecimento atua, de forma perniciosa, nesse contexto. Nessa perspectiva, o sociólogo Durkheim, defende que as instituições sociais são instrumentos reguladores e normativos das ações humanas. Porém, devido a construção histórica patriarcal, na sociedade brasileira, de uma masculinidade inabalável, o tema da saúde masculina é tratado como um “tabu”, pelas escolas e pelos familiares. Dessa maneira, por desconhecerem os malefícios da falta de prevenção e de cuidados médicos, muitos homens sofrem com problemas que poderiam ter sido evitados, se tratados antes, como exemplifica os dados do Ministério da Saúde, que apontam a morte de 42 homens por dia, devido ao câncer de próstata.
Dado o exposto, fica evidente a iminência em cessar a problemática em questão no País. Portanto, é mister que o Governo invista na saúde masculina, através da ampliação dos programas de atenção médica, de forma que eles sejam continuamente aplicados, com o objetivo de diminuir as altas taxas existentes de doenças. Também, é imperiosa a ação estatal no que tange à informação da população, mediante a realização de palestras, nas escolas e nas universidades, com profissionais especializados, que desmistifiquem as ideias errôneas presentes na esfera social