Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 23/11/2020

Com o número de mortos por câncer de próstata batendo registros muito se vem discutindo sobre medidas para reduzir tal índice. Que consoante aos agentes de saúde esse número elevado tem dois pilares principais, a questão cultural, uma vez que a maioria dos homens elevados o exame que é realizado como uma afronta a sua masculinidade, além desse fator tem-se o pouco investimento do Estado em campanhas para a conscientização sobre os perigos dessa doença. Sem dúvida, o país deve se preparar o melhor para atender às novas demandas sociais, sob pena de criar um colapso na saúde pública.

Esse medo de realizar o exame de toque retal, responsável por detectar o câncer de próstata, é ocasionado pois, na sociedade hodierna a busca pelo cuidado da saúde ou a necessidade de ajuda é correlacionada aos estereótipos femininos, logo em uma sociedade patriarcal e machista os homens buscam a máximo se afastar de qualquer característica feminina, pois se aproximar delas seria se distanciar da masculinidade. Em suma eles tendem a não procurar ajuda medica pois tal medida corroboraria para diminuição do seu privilégio e poder, pois estavam relacionados à feminilidade.

Além das questões sociais que dificultam que essa celeuma seja solucionada tem-se o descaso do Estado no que tange tal doença. Torna-se claro essa situação quando de acordo com o instituto de oncologia, somente 32% da população faz o exame completo para o diagnóstico de câncer próstata, sendo um dos maiores motivadores a falta de conhecimento sobre o assunto, por exemplo o investimento para as campanhas de novembro Azul são infimamente menores à do outubro Rosa mesmo que o índice de óbito seja maior.

Destarte se torna claro que cabe ao governo reverter essa situação, tal mudança deve ser baseada em campanhas educacionais, transmitidas na televisão e realizada pelo ministério da saúde em comunhão com os institutos de oncologia, para que assim como os indivíduos do grupo de risco saibam de fato sobre a importância do exame e o retratem como algo comum e não mais um tabu da sociedade hodierna. Semente assim tornar-se possível acabar com esse cancro.