Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 24/11/2020

O câncer de próstata é o segundo mais recorrente na população masculina, chegando a atingir um em cada 9 homens, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Apesar do tratamento, a prevenção e o controle desse tipo de câncer ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, muitos homens ainda possuem o receio e até um certo preconceito em realizar o exame de toque. Esse é um dos desafios para a conscientização quanto a saúde masculina. Além da masculinidade frágil, que garante um receio em fazer o exame de toque retal, há também uma falta de informação a cerca do câncer de próstata.

Em primeira análise, por terem nascidos em uma época mais conservadora, a maioria dos homens com mais de 50 ano, ou até mesmo os mais jovens, tem um preconceito, com raízes homofóbicas, a cerca do exame de toque retal. Esse preconceito é um grande problema, já que tal exame é uma das principais formas de se detectar o câncer em suas fases iniciais, garantindo um tratamento mais eficaz e mais efetivo. Para diminuir as consequências do câncer, é importante desmistificar o exame e acabar com a masculinidade frágil dos homens.

Em segunda análise, apesar da campanha do Novembro Azul, muitos homens não entendem e não dão a devida importância a ela. Diferentemente do que muitos pensam, o câncer de próstata não é uma doença de idoso, apesar de ser mais frequente em homens acima de 50 anos, 40% dos casos detectados estão abaixo dessa idade, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Essa é apenas uma das inverdades a cerca deste assunto, as quais o Ministério da Saúde tem a obrigação de desmentir e passar as informações corretas.

A campanha do Novembro Azul foi adotada pela primeira vez no Brasil em 2008, e desde então tem informado a sociedade sobre os perigos do cancro de próstata, mas ainda há muito o que fazer. O SUS, em parceria com as escolas, deveria ministrar palestras a respeito do assunto, para que as crianças e adolescentes já cresçam sabendo da importância de se fazer exames preventivos e que elas também possam conversar com os homens da família sobre o assunto. É necessário também que as escolas e os canais midiáticos auxiliem na desconstrução do preconceito a cerca do exame de toque, desmistificando e informando, além de ressaltar os benefícios da prevenção. Se medidas como essas forem seguidas, em alguns anos, os desafios da conscientização social quanto à saúde masculina farão parte de um passado distante.