Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 24/11/2020

Durante a pandemia do corona vírus, várias medidas de prevenção foram implantadas na sociedade, além de que nunca se falou tanto sobre doenças e seus cuidados. Embora várias pessoas se preocupem com a saúde, há um grande impasse no Brasil em relação ao câncer de próstata em homens, devido ao seu exame preventivo, situação essa que decore de fatores tanto culturais quanto sociais, que demanda solução urgente.

Convém destacar, de início, como o preconceito atua de forma determinante na dificuldade de prevenir a doença. Acerca disso, fazem-se relevantes o debate da filósofa norte-americana Judith Butler, ao tratar de como o patriarcado estabelece a heterossexualidade como regime de poder, delegando aos corpos o papel de receptores discursivos que adquirem o gênero através da repetição prática e constante de características concretas e binárias. Dessa forma, é notório como o medo de tornar-se vulnerável é uma herança negativa, que tratando-se do câncer de próstata, o exame de toque torna-se sinônimo de fraqueza e há o medo de ser gay, por consequência, a sociedade é afetada na saúde mental e do corpo, conjuntura alarmante já que, enquanto houver tamanhas mentes fechadas, mais mortes ocorreram pelo preconceito e pela dificuldade que tornou essa prevenção.

Vale ressaltar, ainda, a contribuição da masculinidade frágil para o problema. Sendo assim, de acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, com seu conceito de “fato social”, a sociedade determina os indivíduos a partir de um padrão comportamental de convivência. Desse modo, é evidente a existência de um grande dilema, em que que há uma pressão social nos homens para que eles sejam másculos, caso contrário não é considerado homem de verdade em suas concepções, e devido ao preconceito existente há um constrangimento ao se tratar do exame de próstata, pois existe um medo do julgamento, sendo que é apenas um procedimento para favorecer a saúde de cada um. Assim, essa fragilidade vem trazendo  preocupações, já que, homens deixam de precaver uma doença séria, ocasionando mortes, apenas por uma pressão social totalmente antiga e desnecessária.

Portanto, medidas devem ser tomadas em prol da saúde pública masculina. Para isso, o Ministério da educação junto ao da saúde, devem promover uma parceria que imponha nas escolas projetos, que desenvolva debates, sobre questões de gênero e saúde, para que as pessoas possam saber diferenciá-los e não os confunda na vida adulta, tornando-as menos fragilizadas com o assunto. Diante disso, apenas através da educação a população deixará de ter a mente fechada, principalmente com a saúde, e entenderão que um exame não influencia nada na sua vida social, que é apenas uma prevenção necessária.

Portanto, medidas devem ser tomadas em prol da saúde pública masculina. Para isso, o Ministério da educação junto ao da saúde, devem promover uma parceria a fim de impor projetos nas escolar que tratem sobre questões de gênero e saúde, impulsionando debates para que as pessoas possam saber diferencia-las e não confundam na vida adulta, nem se fragilizem apenas por um simples exame, só através da educação esse tipo de prevenção poderá ser normalizado e não ser uma preocupação.

Portanto, medidas devem ser tomadas em prol da saúde pública masculina. Para isso, o Ministério da saúde junto ao da educação devem promover uma parceria, a fim de que haja na escola projetos educacionais sobre questões de gênero e a saúde, para que saibam diferenciar um do outro e não os confundam na vida adulta, só a partir da educação haverá consciência sobre a prevenção do câncer de próstata e maior efetividade na saúde.