Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 24/11/2020

A saúde, de acordo com Cícero, escritor e estadista romano, é conservada pelo conhecimento e observação do próprio corpo. Tal afirmação realça a importância da consulta médica, que não recebe a devida atenção por grande parte da população brasileira masculina quanto à prevenção do câncer de próstata, tanto pela masculinidade tóxica imposta sobre os homens quanto pela falta de conhecimento sobre a doença.

Em primeiro lugar, masculinidade tóxica é o ideal de comportamento do homem esperado e cultivado pela sociedade. Ocasionando a crença de que algumas ações, como o modo como o exame de toque prostático é realizado, tornam o indivíduo menos másculo. Esse preconceito provoca uma maior ausência de consultas médicas, resultando no agravamento de casos de câncer próstata, como apontado pela pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia em que dos 49 porcento dos homens que nunca consultaram, 24 afirmam que não acham másculo.

Em segundo lugar, grande parte dos homens brasileiros não tem conhecimento sobre o câncer de próstata e a importância da consulta com um urologista por acreditar que o exame de sangue é suficiente ou que doença não os afeta por causa da idade ou por praticar de esportes. Tal ideia acarreta na difusão da ausência de informação e aumenta o número de casos avançados da doença.

Diante dos argumentos apresentados, medidas devem ser tomadas para minimizar a problemática. Cabe ao Ministério da saúde, junto do Ministério da educação, criar programas de conscientização desde a formação escolar da população sobre o câncer de próstata afim de desmistificar o exame de próstata e impedir que preconceitos impeçam a população de cuidar devidamente da saúde. Cabe também ao Ministério da saúde criar propagandas de conscientização e incentivo do exame afim de informar a população sobre a doença. Diante das medidas acima será possível conscientizar a população brasileira.