Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 24/11/2020
Novembro é o mês dedicado ao alerta para a importância da conscientização a respeito de doenças masculinas, especialmente a prevenção do câncer de próstata, o mais frequente entre os homens brasileiros depois do câncer de pele. Entretanto desafios como a fragilidade sexual do homem e a falta de interesse na busca de informação contribuem negativamente pra conscientização da saúde masculina.
Primeiramente, a masculinidade tóxica é fruto de uma construção histórica do que são os “homens de verdade”, e por esse mesmo caminho que é preciso romper com um tipo de “ser homem” que só produz perturbação psíquica e violência. Sendo assim, a necessidade de fazer testes para saber a existência de algum tipo de câncer não é sinal de “fragilidade”. Nesse sentindo, é muito importante, que haja outros caminhos que devem ser percorridos para que os homens das futuras gerações se libertem da toxicidade da masculinidade tradicional.
Além disso, a falta de interesse da parte masculina em buscar saber tratamentos e prevenções é corriqueira no Brasil. Nesse contexto, com o intuito de alertar a população masculina sobre a importância de cuidar da saúde, a Fundação do Câncer desenvolveu a campanha “Novembro Azul”, para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata, que é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros. Mostrando assim, que como a campanha, este plano é baseado nos tabus acerca do comportamento masculino dentro da cultura predominantemente machista na qual vivemos, como: “homem não usa cor de rosa”, “homem não chora”, “homem que faz exame de toque é porque gosta”.
Portanto, é de extrema importância que o Ministério da Saúde juntamente com a Fundação do Câncer continuem fazendo propagandas e campanhas para a prevenção da doença na próstata, através de portfolios, vídeos aulas, transmissões ao vivo na televisão aberta e discussões no âmbito escolar. Além disso, o governo brasileiro deve incentivar programas de inclusão a pessoas que venceram essa doença em todo o país, para darem palestras para que mais cidadãos tenham acesso a essas informações.