Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 24/11/2020
É inegável o avanço da medicina, isso é nitidamente percebido. Em contra partida, o pensamento da população não evoluiu na mesma medida,e muitas pessoas ainda evitam exames preventivos e de rotina. O cenário é semelhante ao da Revolta da Vacina, marcado pela negligência, em especial dos homens, em aceitar os recursos existentes. Sendo assim, o Brasil enfrenta muitos problemas referentes a conscientização da saúde masculina, baseado em dois fatores principais, fundados na esfera histórica e na social.
A produção brasileira “Se Eu Fosse Você” demonstra as dificuldade do homem em abandonar o padrão “macho alfa” imposto desde as primeiras sociedades. Em analogia, o homem é restrito no que se refere a sua masculinidade. Sob tal óptica, necessita ser visto como um ser que não tem fraquezas e se sente ofendido com o exame do toque. Portanto, deixa o orgulho prevalecer e não se previne, e quando se descobre, o caso já é grave.
Ademais, de acordo com o IBGE, a zona rural é a região com menos investimentos na saúde. A partir disso, pode-se concluir que o sistema de saúde é falho no interior, portanto, muitas pessoas sequer sabem dos possíveis danos à saúde causados pelo câncer e a importância de consultas períodicas com um especialista. Logo, o cidadão do campo não possui conhecimento ou recursos para cuidar de si, tornando-se mais propenso de vir à óbito por problemas de saúde.
Diante do exposto, cabe ao Estado que invista em campanhas massivas, através dos meios midiáticos, que rompam com o preconceito existente, incentivando a prevenção. Cabe ainda ao Estado, por meio do Ministério da Saúde, que invista na na zona rural, fazendo com que existam mais Unidades Básicas de Saúde (UBS), fornecendo assim auxílio às pessoas interioranas. Se tomadas as referidas medidas, a conscientização referente à saúde masculina, não será mais um problemas nos próximos anos.