Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 24/11/2020

Surgido na Austrália em 2003, realizado no dia 17 de novembro, o movimento Novembro azul visa a prevenção do câncer de próstata, segundo tipo mais decorrente nos homens, ficando atrás apenas do câncer de pele, afetando mais de 3 milhões de brasileiros. O fato de ser uma doença de fácil detecção e mesmo assim atingir tantas pessoas, discorre de um problema sócio-cultural, em que a masculinidade aparenta ser fragilizada caso um homem seja tocado na próstata.                                                                   Além do fato do exame ainda ser um taboo na nossa sociedade, especificamente em 2020, outra problemática foi aplicada, aumentando ainda mais o número de portadores da doença. Tal fator foi a pandemia do Covid-19, em que os pacientes determinados a se consultarem, são impossibilitados pelo medo da contração do vírus. Segundo o departamento de medicina da UFMG, homens vivem 7,1 anos a menos que mulheres, fator que assusta pelo fato de ser causado em partes por puro preconceito e uma construção mental errônea, no qual meninos desde criança, são ensinados que qualquer tipo de questionamento ou proximidade, principalmente à outro homem, te fará menos homem. De acordo com Immanuel Kant, é no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.                                                                                                                                                          Com a adaptação de valores que a modernidade traz, esse tipo de problema tende à diminuir, a capacidade de falar e se abrir para essas pautas, são construídas por programas como da jornalista brasileira Karoline Tragante, que em 2015 criou um filme sobre a importância da consulta, facilitando a compreensão do público, facilitando a propagação por veículos midíaticos e evitando o constrangimentos de possíveis pacientes. Ações como essa, são de suma importância, para que nos tornamos uma sociedade mais inclusiva e menos preconceituosa, abrindo discussões tanto quanto no poder público quanto na sociedade.                                                                                                                         Portanto, fica claro a necessidade da correção desse problema um tanto quanto simples. O Ministério da Saúde ,por sua vez, deve criar campanhas para que o exame de próstata anual seja mais inclusivo e de fácil agendamento. Pais e a escola, devem excluir discursos que empregam uma masculinidade fragilizada na criação das crianças, por meio de atividades que os faça entender a necessidade da comunicação para defender a saúde, independente de preconceitos. E por último, a mídia deve incentivar cada vez mais filmes como o de Karoline, que abranja todo o público e reduzamos a quase 0 o número de óbitos pelo câncer de próstata.