Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 24/11/2020

O modelo da família patriarcal do Brasil começou no século XVI, quando o conceito era uma estrutura do poder social centrada no homem. Porém, apesar da evolução da sociedade, o papel do homem na família ainda é visto como o de ´´dono da casa. Com isso em mente, é importante destacar que os homens acabam desenvolvendo uma masculinidade frágil e deixam de ir ao médico, pois admitir uma possibilidade de adoecer é considerado um ´´sinal de fraqueza.

Em primeiro plano, devemos citar o sociólogo Max Webber, que desenvolveu um trabalho explicando a teoria da dominação. É uma relação baseada na autoridade de uma pessoa sobre a outra. No entanto, os homens sentem a ´´existência da autoridade`` e agem dessa forma, portanto, é óbvio que a masculinidade da sociedade é o principal motivo pelo qual os homens não procuram tratamento médico.

Em segundo plano, segundo dados de 2016 do IBGE, a expectativa de vida dos homens é 7 anos menor que a das mulheres, pois além das mortes  por causas externas, o segundo principal motivo são doenças do aparelho circulatório, seguidas de tumores e câncer de próstata. Devido aos atrasos, muitas vezes os exames levam a um mau prognóstico, não têm vontade de consultar um médico, portanto, podem levar a doença a se desenvolver em um estágio mais avançado que pode não ter cura.

Diante do exposto, antes que o problema em torno da saúde do homem se agrave, é preciso intervir. Logo, cabe a sociedade eliminar a ideia de ´´as pessoas não precisam de ir ao médico``. O ministério da Educação deve realizar campanhas para quebrar a ideia de que o homem é autoridade na casa. Afinal, com tal ação atingiremos um aumento na expectativa de vida do homem e na prevenção de doenças em casos mais graves.