Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 24/11/2020

Os cuidados com a saúde são importantes em todas as fases de nossa vida, especialmente para assegurar uma boa qualidade de vida. No Brasil certos estigmas, contudo, como os que envolvem o câncer de próstata, repleto de tabus e preconceitos, se mostram como empecilhos para a manutenção dessa prática, evidenciando, portanto, a resistência de certos grupos aos exames. Tal evasão pode ser explicada tanto pelo preconceito, quanto pela cultura machista.

Em primeiro lugar, quanto ao preconceito, vale destacar que ele ainda é muito presente em nossa sociedade. Segundo Carlos Arturo Levi D’Ancona, chefe do Departamento de Urologia do Hospital de Clínicas da Unicamp, uma boa parcela dos pacientes ainda se recusam a fazer o exame de toque. O teste PSA feito através do exame de sangue, contudo, apesar de não ser 100% eficaz de acordo com estudos, não enfrentou resistência por parte dos pacientes. Nesse sentido, políticas e práticas voltadas à conscientização se mostram extremamente necessárias na medida em que o diagnóstico precoce é fundamental no combate a doença e a eficácia do diagnóstico de novos casos se mostra comprometida.

Em segunda análise, relevante às questões culturais machistas, deve-se destacar que questões culturais são influentes no processo de prevenção e diagnóstico. Como destacado pelo Psicólogo Flávio Silveira De Carvalho existem muitas piadas sobre o exame de toque, isso pode causar um sentimento de vergonha em buscar ajuda e medo de ser motivo de chacota, afinal ninguém quer ser alvo da piada que os outros contam. Tais fatores fazem essa questão refletir até mesmo nas campanhas de prevenção. Dessa forma, observamos a necessidade de uma conscientização eficaz por parte das instituições sociais, garantindo uma melhoria no tratamento e diagnóstico.

Portanto, é necessário que o Governo Federal, representado pelo Ministério da Saúde, faça valer as políticas públicas voltadas para o incentivo à saúde e acompanhamento médico. A ação será posta em prática por meio de cartazes, conscientização nas escolas e programas culturais como os teatros. Os efeitos dessa ação produzirão uma sociedade mais consciente, de forma a melhorar a incidência dos exames, consequentemente melhorando a qualidade de vida das pessoas como um todo em todas as fases da vida.