Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 24/11/2020
O Novembro Azul é uma campanha realizada no último mês do ano com o fito de conscientizar a população masculina relacionada à importância da realização dos exames de próstata. Contudo, mesmo com a existências de projetos de combate à doença, grande parte dos homens, devido a fatores sociais, negligência o poder degenerativo desse tumor maligno e deixa de fazer o acompanhamento de prevenção, realidade preocupante que carece de soluções urgentes.
Convém destacar, de início, como o machismo atua de forma determinante para as dificuldades de conscientização social quanto à saúde masculina. Nesse contexto, destacam-se como reflexões da filósofa norte-americana Judith Butler ao discorrer sobre os “papéis de gênero”, os quais atribuem condutas específicas para mulheres e homens, estes tendo que ser viris e fortes. Sob tal ótica, imersa nesse padrão comportamental, a população de meninos acaba não fazendo exames preventivos de rotina, pois isto configuraria como um ato de fragilidade. Como desdobramento crítico dessa realidade, pela vulnerabilidade masculina à doença, o câncer de próstata é a segunda causa principal da morte entre indivíduos desse sexo.
Vale ressaltar, ainda, o papel da falta de educação sexual no recrudescimento da problemática em questão. Acerca disso, é importante o destaque das marcas do conservadorismo religioso na sociedade atual, o qual, por instituir o sexo como tabu, impede que as escolas obtenham o desenvolvimento mínimo de conhecimento sexual por parte dos meninos. Dessa maneira, muitas pessoas, por não terem sido educados, não conseguem distinguir anomalias no seu orgão reprodutor. Com isso, essa falta de ensino gera uma grande recorrência de casos de câncer de próstata que poderiam ser evitados, como é visto na pesquisa do Inca, em que um homem morre a cada 32 minutos no brasil devido à essa doença.
Logo, fica evidente a urgência em coibir essa preocupante realidade. Para isso, é imperiosa a ação da escola. A ela cabe, portanto promover palestras elucidativas com recursos de pequenos vídeos, os quais mostrariam depoimentos de homens que conseguiram a cura do câncer de próstata devido aos exames e à descoberta precoce da doença, para que, assim, haja adesão a essa causa, deixando de lado a ideia de que o acompanhamento preventivo é uma forma de fragilidade. Aliado a isso, seriam de extrema importância campanhas midiáticas que disseminariam os conhecimentos básicos sobre atos de cuidados à doença, para que, então, haja diminuição do número de casos de câncer de próstata. Feito isso, esse grave entrave social será superado.